As preocupações com o clima seco no Sul do Brasil ainda estão longe de acabar. Se não chover nos próximos dias, a projeção para o Rio Grande do Sul deve ser reduzida mais uma vez, jogando as estimativas de produção brasileira em 2011/12 para menos de 70 milhões de toneladas, de acordo com analistas. A confirmação desse cenário sustentaria os já altos preços internacionais ao longo das próximas semanas, com a possibilidade de superar US$ 13 por bushel na Bolsa de Chicago.
Além de garantir a rentabilidade da safra que está sendo colhida neste momento, essa situação também tem beneficiado a fixação dos preços para a temporada 2012/13. As cotações para a safra que começará a ser plantada apenas em setembro estão mais altas que um mês atrás.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já prevê volume menor que 70 milhões de toneladas. Neste mês, estimou 69,22 milhões de toneladas para 2011/12, mas várias consultorias ainda avaliam o impacto climático para revisar seus números.
Em 2010/11, a produção brasileira foi recorde, com 75,3 milhões de toneladas colhidas. O Rio Grande do Sul contabiliza até o momento quebra de 2,3 milhões de toneladas em relação à expectativa inicial e de 3,7 milhões ante a produção de 2010/11. A Emater calcula que a safra atingirá 8 milhões de toneladas, mas alerta que o excesso de calor tem afetado a floração e prejudicado a qualidade do grão.
Fonte: IG Noticias
Site: http://goo.gl/Sdbcc
Os Rios Tietê e Pinheiros possuem perfis de poluição distintos e mereceriam planos de despoluição que refletissem essas diferenças. É o que mostra a análise mais minuciosa já realizada até hoje sobre a qualidade dos dois cursos d’água que cortam a maior metrópole da América Latina.
O trabalho mostrou também que o principal problema para os dois rios não é a poluição difusa - que vem dos dejetos levados ao leito pela chuva, uma responsabilidade da Prefeitura -, mas o esgoto doméstico e industrial, cuja coleta, na maioria das cidades da Grande São Paulo, caberia à Sabesp, empresa mista que tem como principal acionista o governo estadual.
"A concentração de hidrocarbonetos na água (algo que pode ser creditado à omissão da Prefeitura) é ínfima quando comparada à presença de substâncias oriundas do esgoto (que deveria ser tratado pela Sabesp)", pondera o promotor e coautor do estudo, José Eduardo Lutti, do Ministério Público de São Paulo (MPE). Ao todo, 33 bairros ainda despejam parte do seu esgoto no Tietê.
Diferenças. O estudo, que rendeu a publicação de um artigo na última edição dos Anais da Academia Brasileira de Ciências, revelou seis substâncias que só foram encontradas nas águas do Pinheiros. Todas são compostos orgânicos. Duas delas atuam como pesticidas: o Aldrin-Dieldrin e o 4,4-DDD. Como o rio não atravessa áreas agrícolas, autores sugerem que tais produtos são usados nas margens para diminuir a infestação de mosquitos que infernizam vizinhos do curso d’água.
Outra exclusividade digna de nota no Pinheiros é o hexaclorobutadieno, um composto cancerígeno eliminado por fábricas que utilizam ácido clorídrico nos seus processos industriais.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/k5edY
As tarifas de frete já reagem à entrada da safra de grãos no Sul e no Centro-Oeste, mas é improvável que alcancem os picos registrados no ano passado, na mesma época, quando a concentração da colheita das duas regiões - que em geral ocorre em momentos distintos - fez disparar o custo do transporte agrícola até os portos. O valor do frete sempre sobe entre fevereiro e maio, meses de escoamento da produção.
Mas, neste ano, com a colheita se intensificando primeiro em Mato Grosso e depois no Paraná, a valorização deve ser menos intensa que em 2011, afirma Aedson Pereira, analista de grãos da Informa Economics FNP. A quebra da produção da soja e do milho no Sul também deve contribuir para pressionar menos o valor das tarifas.
"Neste ano temos um cenário bem distinto do que ocorreu na safra passada. Além da colheita na época normal, há menos soja para transportar no Sul, o que deve limitar o aumento do valor do frete", disse o analista. De acordo com dados da Informa, em fevereiro de 2011 o custo para transportar uma tonelada de soja de Rondonópolis (MT) para Paranaguá (PR) ou Santos (SP) estava entre R$ 160 e R$ 170. Neste mês, o mesmo trecho é cotado por R$ 130 a R$ 140 por tonelada.
De Cascavel para Paranaguá, chegou-se a R$ 70 a R$ 80 por tonelada no ano passado. Nesta semana, oscila em torno de R$ 60. "É normal que os preços aumentem nesta época, mas não espero nada na magnitude do ano passado", afirmou Pereira. Ele lembra que Mato Grosso está com cerca de 30% da safra colhida, mas ainda assim o frete segue mais baixo que na mesma época do ano passado. "No Paraná, a colheita está concentrada no oeste e agora está se intensificando no norte", afirmou. Há urgência para que a soja seja escoada neste momento.
Segundo Pereira, o line-up de Paranaguá mostra que há navios programados para receber 900 mil toneladas de grão até o final de fevereiro. Em Santos, o volume chega a 850 mil t no mesmo período. "É um grande volume, mas não é tão alto quanto na mesma época do ano passado." João Birkhan, diretor do Centro de Comercialização de Grãos (Centrogrãos), da Federação de Agricultura de Mato Grosso (Famato), diz que há pressão para que a soja seja escoada neste momento no Estado.
"Choveu muito em janeiro e depois do estio das últimas semanas os produtores aceleraram a colheita. Há navios esperando no porto. Mas o valor do frete não tem apresentado muita diferença com o do ano passado", conta. Ele ponderou, contudo, que nos próximos 60 dias a corrida por caminhões deve aumentar. De acordo com Geraldo Fernandes Júnior, diretor do sindicato dos transportadores de carga do Paraná (Cetcepar), as grandes transportadoras do Estado não reajustaram tarifas neste ano em relação à mesma época do ano passado.
"Os preços aumentaram entre 20% e 30% com relação aos praticados em dezembro, mas são porcentuais normais, que estão dentro da sazonalidade do escoamento da safra. Não houve ajustes adicionais", disse. Júlio César Alves, gerente de logística da Cocamar, cooperativa da região de Maringá (PR), afirmou que os valores do frete não aceleraram.
"O frete está até mais atrativo que o normal neste momento", afirmou. A cooperativa tem uma transportadora, a Transcocamar, com cem caminhões e contrata entre 600 e 700 veículos adicionais para o escoamento da safra. "Nas cotações que temos realizado não vimos diferenças de preços significativas", afirmou.
Fonte: Ig Notícias
Site: http://goo.gl/J5vQa
A Café Utam relatou um faturamento de R$ 43,37 milhões em 2011, alta de 20,4% sobre a receita de R$ 36,02 milhões em 2010, de acordo com os resultados financeiros da companhia, com sede em Ribeirão Preto (SP), divulgados nesta terça-feira.
Com o aumento no faturamento, a Utam reverteu o prejuízo de R$ 67.589, em 2010, para lucro de R$ 244.472 no ano passado. Após o resultado, a Utam subiu de 13º para 9º lugar no ranking da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). "Para 2012, projetamos um aumento do volume de vendas de café em 12% e um crescimento de 17% no faturamento dos demais produtos da empresa", informou Ana Carolina Soares de Carvalho, diretora presidente da Utam.
Fonte: Ig Notícias
Site: http://goo.gl/n6u3l
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, divulgou hoje um balanço dos avanços obtidos na negociação com a missão chinesa que visita o Brasil. Em nota, o ministro destacou "comprometimento do governo chinês em acelerar e finalizar o processo de habilitação de novos frigoríficos para exportar carne suína, de aves e bovina" para o mercado chinês.
No caso da carne suína, o Ministério da Agricultura espera que 15 novos estabelecimentos de suínos sejam autorizados a exportar para a China ainda no primeiro semestre deste ano. "O serviço de inspeção veterinário chinês está analisando a documentação e vai decidir se aprova esses estabelecimentos com base na análise dos relatórios de ações, que deve ser concluída até junho de 2012. Além disso, a autoridade sanitária chinesa deverá realizar visita in loco a dez desses estabelecimentos", disse a nota.
O presidente da Associação dos Produtores e Exportadores de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, diz que para o setor o resultado da reunião entre os governos dos dois países é frustrante, pois esperava que pelo menos as cinco plantas que já foram visitadas pelos chineses tivessem o plano de ação aprovado encaminhado. Outras dez plantas ainda serão vistoriadas, diz ele.
Na nota divulgada hoje, o Ministério da Agricultura comunica que o serviço veterinário chinês comprometeu-se a acelerar a revisão de documentos para habilitação de mais nove estabelecimentos para exportar carne bovina. "Além disso, o governo do país asiático recebeu 47 questionários de estabelecimentos avícolas brasileiros, que estão em fase de análise. A autoridade sanitária chinesa vai organizar missões de inspeção a esses estabelecimentos de aves até o próximo mês de abril", diz a nota.
Segundo o Ministério da Agricultura, o governo chinês concordou em discutir a abertura do mercado para o milho brasileiro. "O governo chinês vai enviar uma equipe de especialistas ao Brasil, em março próximo, para realizar visitas nas áreas de produção de milho. Dessa forma, os chineses pretendem agilizar e concluir a análise de risco do cereal brasileiro."
Outro produto da pauta foi o tabaco, com discussão sobre os requisitos fitossanitários para a exportação de folhas de tabaco para a China. "O governo chinês está finalizando o processo de habilitação dos Estados da Bahia e Alagoas, o que deve ser feito após o serviço fitossanitário daquele país verificar alguns procedimentos legais que faltam para fechar a negociação. Finalizada essa etapa, a documentação para habilitação dos Estados de Santa Catarina e Paraná também será analisada", diz a nota.
Fonte: Ig Notícias
Site: http://goo.gl/XEsbV
A campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco, da Apas - Associação Paulista de Supermercados, que visa conscientizar a população para a importância de substituirmos as sacolas descartáveis por reutilizáveis na hora das compras, continua com força total.
A mais nova ação do movimento é a confecção de sacolas reutilizáveis gigantes - feitas com materiais reciclados, em parceria com a ONG Projeto Arrastão e a empresa ATTACK Intervenções Urbanas, do artista plástico Eduardo Srur -, que ficarão espalhadas pelas ruas da cidade de São Paulo até 16/02.
Com cerca de quatro metros de altura, as retornáveis gigantes foram colocadas em pontos estratégicos da capital, onde o movimento de pessoas é grande - como, por exemplo, o Parque do Ibirapuera, a Avenida Paulista e o Vale do Anhangabaú, no centro da cidade.
A intenção da Associação é educar a população para o uso das sacolas reutilizáveis, ao invés das populares descartáveis, e prepará-la para o acordo voluntário firmado entre a Apas e as três principais redes varejistas do país - Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart -, além dos governos de mais de cem municípios paulistas, que prevê a substituição das descartáveis por alternativas mais ecológicas, em todos os supermercados do Estado, a partir de 25/01.
Fonte: Planeta sustentável
Site: http://goo.gl/cyIw4
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,56% em janeiro, ante 0,50% em dezembro, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi a maior taxa para o indicador desde abril do ano passado (0,77%). No entanto, o índice mostrou, no mês passado, a menor taxa para mês de janeiro desde 2009 (0,48%), ano em que a economia brasileira começou a sofrer, de forma mais intensa, o impacto da crise global.
O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (0,45% a 0,63%), com mediana de 0,55%. Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 6,22%.
As maiores contribuições para o IPCA de janeiro partiram dos aumentos de preços em alimentação e bebidas (0,86%) e em transportes (0,69%), segundo informou o IBGE. As duas classes de despesa, juntas, responderam com 0,34 ponto porcentual do índice do primeiro mês do ano.
Isso, na prática, fez com que os dois grupos fossem responsáveis por 61% do IPCA de janeiro. Em termos de contribuição, em pontos porcentuais, os alimentos ficaram com 0,20 ponto porcentual; e os transportes, com 0,14 ponto porcentual. (Alessandra Saraiva)
Este foi o primeiro resultado do índice, referência no sistema de metas de inflação, após mudanças nas ponderações dos produtos pesquisados. Os novos pesos foram atualizadas com base na estrutura de consumo dos brasileiros apurada pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008/2009. Os pesos anteriores levavam em consideração a POF anterior, de 2002/2003.
A inflação dos produtos não alimentícios quase dobrou de dezembro para janeiro, saltando de 0,28% para 0,47%, dentro do IPCA, segundo informou hoje o IBGE. Com alta de 2,54%, as tarifas dos ônibus urbanos foram responsáveis pelo maior impacto individual no índice do primeiro mês do ano, com 0,07 ponto porcentual. Houve reajustes, nesta tarifa no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e no Recife.
Entre os não alimentícios, houve ainda término de queda e aceleração de preços em itens de peso no cálculo da inflação, como passagens aéreas (de -2,05% para 10,61%), tarifas dos ônibus intermunicipais (de 0,54% para 3,23%), seguro voluntário (-6,86% para 2,69%) e conserto de automóvel (de 0,49% para 0,71%).
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/p34Sk
Separar materiais recicláveis do lixo orgânico exige que o consumidor reorganize sua rotina para encaminhar resíduos sólidos para a reciclagem. Mesmo quem já é acostumado a fazer o descarte correto, às vezes tem dúvida quanto ao destino de alguns resíduos, como coco verde, pneu, chapas de radiografia ou químicos.
Uma nova plataforma pretende acabar com as dúvidas e eventual falta de disciplina para agir do modo certo. De forma rápida e simples, a Central da Reciclagem* informa os locais onde descartar 37 tipos de resíduos sólidos. Há orientação para estes materiais e, também, aço, borracha, alumínio, pilhas e baterias, móveis, tecidos, diversos plásticos, isopor, remédios, óleo de cozinha, entre outros.
Basta selecionar o resíduo que deseja reciclar, digitar o endereço e a cidade onde mora e os pontos próximos ao local aparecem em um mapa do Google Maps. São dois tipos de lugares para descarte, os que recebem os materiais e encaminham para reciclagem e os que compram resíduos para enviar a recicladores. Também é possível fazer o cadastro de um ponto de coleta que não esteja no banco de dados.
O serviço, gratuito, é da rede ambiental Made in Forest*, que também publica textos e vídeos produzidos por parceiros ou recicladores sobre o descarte correto e os detalhes dos produtos. Vale lembrar que, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, até 2014, o país deverá acabar com todos os seus lixões e os aterros sanitários deverão absorver apenas o que não é reutilizável ou reciclável. A Central da Reciclagem ajuda os brasileiros a exercer a responsabilidade de devolver ao lugar certo o lixo produzido.
Fonte: Planeta sustentável
Site: http://goo.gl/d0J50
O Brasil liderou pelo terceiro ano seguido o crescimento global do cultivo de produtos agrícolas transgênicos, ampliando a semeadura em 20% em 2011 ante 2010, segundo pesquisa da ISAAA, entidade que realiza estudos globais sobre o assunto.
Os Estados Unidos continuaram de longe como o principal país em cultivo de transgênicos, mas o crescimento no plantio foi de apenas 3% ante 2010. A adoção internacional da biotecnologia apresentou expansão de 8% na comparação com o ano anterior.
Cerca de 160 milhões de hectares foram plantados com sementes transgênicas no ano passado, informou a ISAAA, que promove a adoção de biotecnologia. As safras foram plantadas por 16,7 milhões de produtores em 29 países, contra 15,4 milhões de produtores em 2010.
"Eu fiquei um pouco surpreso com um crescimento tão forte quando o registrado", disse Clive James, presidente da ISAAA, ressaltando que a tecnologia tem avançado em países em desenvolvimento.
Segundo a organização, embora os Estados Unidos liderem o plantio de produtos agrícolas geneticamente alterados, com 69 milhões de hectares, a biotecnologia está sendo cada vez mais utilizada em países como Brasil (30,3 milhões ha), Argentina, China, Índia e África do Sul.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/cyIw4
A 19ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow), que acontece de 30 de abril a 4 de maio em Ribeirão Preto (SP), terá 780 expositores, ante 765 na edição passada e deve superar a marca de R$ 1,755 bilhão em negócios de 2011, informou a Reed Exhibitions Alcantara Machado, promotora do evento.
Os organizadores esperam ainda que o número de visitantes da Agrishow 2012 também ultrapasse os 146.832 do ano passado. "A feira já está praticamente comercializada e os visitantes podem esperar novidades em soluções de tecnologia para seus negócios; em virtude da crescente importância do agronegócio para a economia brasileira, é grande a probabilidade de superarmos os volumes de negócios registrados na edição passada", informou o diretor da Agrishow, José Danghesi.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/u1qnx
A taxa de câmbio do Brasil em relação ao dólar americano será um importante direcionador das vendas do etanol brasileiro, afirmou neste domingo Paul Conway, vice-presidente da multinacional Cargill, que comercializa produtos alimentícios.
"Muito disso [competitividade] está atrelado à taxa de câmbio", disse Conway, durante uma sessão de perguntas e respostas na conferência de açúcar Kingsman Dubai, que vai até o dia 7 de fevereiro.
O Brasil, maior produtor mundial de açúcar, tem uma indústria de etanol bem desenvolvida e usa cana de açúcar como matéria-prima. O etanol americano geralmente usa milho.
"Com uma taxa de câmbio que varia de R$ 1,65 a R$ 1,90 reais o dólar, o etanol americano é importado para o Brasil", opinou. "Se o real for a R$ 2,20 em relação ao dólar, seria uma história diferente", acrescentou, sugerindo que o Brasil exportaria mais etanol com essa taxa de câmbio.
O gerente geral da Cargill para o açúcar branco, Bas van Goor, afirmou neste domingo que o excedente mundial de açúcar deve diminuir no biênio 2012-2013. "É o cenário mais provável", disse durante a conferência, sem dar números.
O excedente mundial de açúcar deve cair a mais da metade durante a próxima temporada, e os preços tendem a ceder no fim do ano, de acordo com pesquisa da agência de notícias Reuters feita com 17 analistas e emitida em 23 de janeiro.
De acordo com a mediana de previsões da pesquisa, o excedente ficará em 7,97 milhões de toneladas em 2011-2012, mas cairá para 3,2 milhões na temporada seguinte.
A questão primordial para o comércio mundial de açúcar em 2012 será se a produção de cana no Brasil conseguirá se recuperar, além de quando e quanto da cana brasileira será destinada à produção de etanol, em vez de açúcar.
Também deverá influenciar o perfil de exportações da segunda maior produtora do mundo, a Índia.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1044253
O melhor café natural (colhido e seco com a casca) da safra 2011 do Brasil é produzido na região da Serra da Mantiqueira de Minas Gerais. Trata-se do lote do produtor Luiz Flávio Pereira de Castro, proprietário do Sítio Colinas, em Carmo de Minas (MG), que obteve 91,656 pontos (em uma escala de 0 a 100) no primeiro concurso Cup of Excellence - Natural Late Harvest.
Das 38 amostras classificadas para a fase internacional do certame, 19 mantiveram notas superiores a 85 pontos e se consagraram como vencedoras. O júri internacional do Cup of Excellence - Natural Late Harvest foi constituído por degustadores e classificadores das principais empresas compradoras de café do mundo, originários da Europa, América do Norte, Ásia e Oceania.
No próximo dia 14 de março, os 19 lotes vencedores do Natural Late Harvest serão ofertados, na internet, no leilão Cup of Excellence. O inédito concurso, destinado aos cafés naturais, foi realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).
A diretora-executiva da BSCA, Vanusia Nogueira, destacou em comunicado o reflexo positivo que os investimentos em qualidade e, especialmente, na certificação de cafés vem trazendo aos produtores. Segundo ela, dos 19 vencedores, 14 são da região da Serra da Mantiqueira de Minas Gerais. Os demais vencedores são da região do Vale da Grama, em São Paulo (dois lotes), e do sul (dois lotes) e do cerrado (um lote) de Minas Gerais. O resultado completo pode ser conferido no site bsca.com.br
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1042455
Em sobrevoo realizado na manha desta quarta-feira, técnicos da Marinha avistaram "manchas dispersas" de óleo na região do vazamento da Petrobras, na bacia de Santos (a cerca de 300 km do litoral de SP), que, juntas, ocupam uma área estimada de 70 kms quadrados.
Segundo nota da Marinha, as manchas são compostas de uma fina camada de óleo. Não foi, porém, determinado ainda o volume de petróleo derramado --estimado inicialmente apenas pela Petrobras em cerca de 160 barris.
Nos primeiros dias, a área da mancha de óleo formada pelo derramento da Chevron, em novembro, chegou a 163 km quadrados, mas foi de dissipando com o passar do tempo até desaparecer no final daquele mês. Os 70 km quadrados da mancha avistada agora pela Marinha correspondem a uma área de pouco menos de dez campos de futebol.
O comunicado diz que as manchas, ao se deslocarem na direção sudoeste, indicam "baixa possibilidade do óleo alcançar o continente", confirmando o que havia sido informado pela Petrobras.
O sobrevoo foi realizado entre 6h50 e 8h50 por um helicóptero que decolou da Fragata Niterói, enviada pela força armada para acompanhar os desdobramentos do acidente.
De acordo com a Marinha, foi possível acompanhar o trabalho de contenção das manchas feitos por três embarcações da Petrobras.
Diante do acidente, a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, vinculada à Marinha, instaurou nesta terça-feira, inquérito administrativo para apurar as causas do vazamento.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1042455
Decréscimos nos preços de Alimentação (de 1,36% para 0,47%) e de Vestuário (de -0,12% para -0,35%), da quadrissemana de até 22 de janeiro para a quadrissemana encerrada em 31 de janeiro, fizeram a inflação do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) registrar desaceleração no período (de 0,93% para 0,81%). Em dezembro, o IPC-S havia ficado em 0,79%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 1º, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Em cada uma destas classes de despesa, houve taxas de inflação mais fracas ou deflação maior em itens importantes no cálculo da inflação varejista. É o caso de hortaliças e legumes (de 8,96% para 6,11%) e roupas (de -0,47% para -0,70%), respectivamente.
Em contrapartida, houve aumentos mais intensos nos preços nos grupos Educação, Leitura e Recreação (de 3,39% para 4,90%), Transportes (de 0,77% para 0,86%), Despesas Diversas (de 0,30% para 0,46%), Habitação (de 0,32% para 0,33%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,43% para 0,44%).
Entre os produtos analisados, ocorreram elevações expressivas de preços em janeiro em cursos formais (8,16%), tarifa de ônibus urbano (2,60%), alimento para animais domésticos (2,60%), tarifa de telefone fixo residencial (1,28%) e medicamentos em geral (0,17%).
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/fEiK5
O agronegócio brasileiro mostra-se otimista em um horizonte de longo prazo, mesmo com ameaça de crise internacional e quebra de safra no Sul este ano. Em sondagem feita pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) com 100 pessoas ligadas ao setor, 67% dos pesquisados confiam que 2013 será melhor para os negócios que 2012. A pesquisa levou em conta que a safra deste ano já está formada e que os empresários planejam a produção que será colhida no ano que vem.
No universo total da sondagem, 55% são produtores; 25% consultores; e 20% representantes da cadeia de agronegócios. A maioria dos entrevistados (56%) também considera que a economia em 2013 estará melhor do que a projetada para 2012.
Para este ano, os empresários apostam em um crescimento pouco acima de 3% para a economia brasileira, com inflação entre 5% e 6% ao ano. A esmagadora maioria (97%) alertou, no entanto, que infraestrutura, logística e transporte ainda são os principais entraves para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro em um período mais longo.
Na análise do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues os preços das commodities continuarão em alta em 2012, puxados pela demanda chinesa. Isso, na prática, vai conferir ganhos aos empresários do setor, principalmente entre companhias de grãos voltadas para exportação.
Rodrigues admitiu que não há garantias de que a China continue a mostrar taxas de crescimento em elevado patamar, de magnitude equivalente à dos últimos dois anos, e considerou que há a possibilidade de retração na procura mundial por commodities, caso o crescimento chinês desacelere de forma mais intensa. "É possível. Mas não é a hipótese de que está se delineando", afirmou. Ele minimizou o impacto dos recentes problemas de seca no Sul no desempenho da produção nacional de grãos. A quebra da safra, disse, é localizada.
Rodrigues participa de cerimônia em homenagem aos 115 anos da SNA, no Rio. Também presente ao evento, a presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, afirmou que, no curto prazo, a maior ameaça ao agronegócio brasileiro seria uma piora do cenário europeu. O mesmo alerta partiu do presidente da SNA, Antonio Alvarenga. "Não podemos nos esquecer de que 25% das exportações do agronegócio brasileiro têm como destino a Comunidade Europeia. Mas creio que, com boa dose de sacrifícios, eles superarão seus problemas", afirmou Alvarenga.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/SaqNt
As chuvas que caem no Centro-Sul brasileiro ameaçam reduzir a produtividade das lavouras de cana-de-açúcar, principalmente em algumas regiões dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Nestas regiões, de acordo com a Somar Meteorologia, o céu nublado e o tempo chuvoso estão reduzindo a radiação solar e, desta forma, a planta perde produtividade e o excesso de água dentro da cana reduz a concentração dos açúcares.
Segundo o agrometeorologista, Marco Antonio dos Santos, essas condições podem ser precursoras para que ocorra o florescimento da cana no final do outono e início de inverno. Este cenário foi registrado no primeiro semestre de 2011 e culminou em uma quebra acentuada na produção canavieira do Centro-Sul.
Em Mato Grosso do Sul, onde a cana estava afetada pela estiagem prolongada, as chuvas estão fazendo com que ocorra uma recuperação, pelo menos parcial. Entretanto, as estimativas preliminares de produção sinalizam redução nos potenciais produtivos nestas lavouras. A Somar informa também que a previsão para os próximos dias é de chuvas em todas as regiões produtoras do Centro-sul, pelo menos nos próximos 10 dias.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/o3Iee
O governo francês anunciou nesta quinta-feira uma iniciativa para estimular o uso da bicicleta. A principal medida é o financiamento pelas empresas das despesas de transporte dos funcionários que a adotarem. Em troca, serão garantidas isenções.
O ministro dos Transportes, Thierry Mariani, informou que o sistema é similar ao existente na Bélgica. Naquele país, paga-se 21 centavos de euro por quilômetro rodado.
A norma, apresentada em Paris, é resultado de um estudo encomendado pelo Executivo ao deputado conservador e prefeito do 15º distrito de Paris, Philippe Goujon.
No jornal "Le Figaro", Goujon estimou em 20 milhões de euros o custo do Estado para indenizar por quilômetro as 2 milhões de pessoas que vão de bicicleta ao trabalho. Na França, o percurso médio é de 5 km.
Em entrevista ao jornal "Metro", Mariani indicou que outras medidas serão estudadas, como modificar a norma de circulação para permitir que os ciclistas avancem o semáforo vermelho quando virarem à direita, marcar as bicicletas com código para combater os roubos e construir mais ciclovias.
O ministro destacou que na França a utilização desse meio de transporte permite economizar 5,6 bilhões de euros pelos benefícios que proporciona à saúde das pessoas, além de limitar os gases poluentes.
Para Mariani, se cada europeu pedalasse 2,6 quilômetros por dia ao invés de usar um carro, haveria uma redução no transporte em torno de 15% das emissões de CO2, um dos gases responsáveis pelo aquecimento global.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1039790z
A partir desta quarta, o consumidor vai ter de adicionar um item à sua trivial comprinha de supermercado: além do cartão de crédito e da lista de compras, terá de levar de casa recipientes para substituir as famigeradas sacolas plásticas.
O acordo que deve banir a sacola plástica de quase 90% das redes foi assinado entre a Associação Brasileira de Supermercados (Apas) e o governo do Estado de São Paulo em maio de 2011.
"É louvável que a Apas tenha tomado a iniciativa, mas o Idec entende que não ocorreu o processo de conscientização e informação necessário para que o consumidor cumpra sua parte", opina Lisa Gunn, coordenadora executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Segundo ela, a ideia de responsabilidade compartilhada - que norteia a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) - inclui a construção de soluções de forma também compartilhada, o que não ocorreu, pois o consumidor não foi incluído no processo.
"O consumidor está cheio de dúvidas. Desde as mais simples, como se deve ou não embalar detergente junto com comida, até questionamentos sobre o valor das sacolas biodegradáveis, que serão fornecidas a R$ 0,19. De onde vem esse valor? Quanto custava a outra sacola, cujo valor estava embutido nos produtos? Esse valor de R$ 0,19 vai subsidiar a compra das sacolas reutilizáveis? Nada disso foi explicado", afirma ela.
De acordo com o diretor de sustentabilidade da Apas, João Sanzovo, pode acontecer de algumas pessoas não quererem aderir à campanha. "Pode ocorrer, mas, pela experiência que tivemos em Jundiaí, é uma minoria, que não quer sair de sua zona de conforto. Mas, de fato, algumas pessoas vão precisar de ajuda e informação para abandonar a cultura do descarte."
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/vGBXq
O Banco Central divulgou nesta segunda-feira alteração na regra da exigibilidade de recolhimento compulsório sobre os depósitos à vista. A medida vai beneficiar o setor agrícola e deve liberar até R$ 3 bilhões extra em crédito para o custeio da safra.
A alteração permite a contratação de financiamentos pelos agricultores até 30 de junho de 2012. O benefício de reduzir o depósito compulsório recolhido aos bancos, porém, será estendido até o fim de junho de 2013.
Segundo a circular 3.573 divulgada pela autoridade monetária, operações de crédito contratadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2012 destinadas à safrinha 2012, à safra de inverno 2012 e à safra do nordeste 2012 gerarão abatimento do compulsório sobre depósitos a vista de até 5%. O benefício de abatimento, porém, permanece até o fim de junho de 2013, segundo a norma do BC. Atualmente, a alíquota do compulsório sobre depósito à vista está em 43%.
A decisão de liberar os recursos foi tomada pelo Banco Central e Ministério da Fazenda juntamente com as pastas responsáveis pelo setor rural após a observação de necessidade de recursos extras para a agricultura no primeiro semestre. Um dos focos é tentar minimizar os efeitos negativos da estiagem no sul e nordeste do Brasil.
Os recursos devem beneficiar especialmente a safrinha - em culturas como o milho e feijão - além da safra de inverno e a safra do nordeste, prevê o governo. Indiretamente, a medida influencia positivamente a inflação por aumentar, em tese, a capacidade de produção do setor agrícola, um dos principais motores da inflação recente.
A operação é benéfica para o banco, já que originalmente o recurso recolhido como depósito compulsório deveria ir integralmente para o Banco Central, onde não há remuneração para os recursos. Na forma de financiamento para o setor agrícola, a maioria das linhas voltadas para essas situações tem juro médio de 6,75% ao ano. Ou seja, têm retorno melhor que o depósito mantido no BC.
Bancos que não conseguirem destinar até 5% dos recursos para o crédito agrícola poderão repassar os recursos a outras instituições na forma do Depósito Interfinanceiro Rural (DI Rural). Casas que repassarem os recursos via DI Rural também terão o benefício do abatimento do compulsório.
Indiretamente, a medida influencia positivamente a inflação por aumentar, em tese, a capacidade de produção do setor agrícola, um dos principais motores da inflação recente
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/XXJ2o
Amostras de suco de laranja importado de cinco países têm níveis seguros do fungicida carbendazim, informou o FDA (agência dos EUA responsável por monitorar alimentos e medicamentos, equivalente à Anvisa).
A agência, entretanto, não fez nenhuma menção a amostras de suco do Brasil, que responde por cerca de metade de todas as importações dos EUA.
O FDA afirmou que 19 das 45 amostras coletadas contêm níveis seguros de carbendazim. Outras 26 amostras ainda estão sendo analisadas.
Os níveis de carbendazim do Canadá, México, Honduras, Costa Rica e Belize foram considerado aceitáveis nos testes.
A agência, que passou a testar todo o suco de laranja de outros países, diz que pode bloquear as importações com níveis acima de 10 partes por bilhão (ppb). A União Europeia, principal importador de suco do Brasil, permite níveis de até 200 partes por bilhão de carbendazim.
Os testes de suco foram iniciados nos EUA depois de a Coca-Cola ter encontrado carbendazim no suco do Brasil, maior exportador global.
O fungicida é usado por todos os produtores brasileiros em suas lavouras, para protegê-las de pragas como ponta preta e estrelinha, e não é permitido nos EUA desde 2009 para citros --laranja, limão, lima e outros.
O produto só pode ser utilizado nos EUA em itens não alimentares e em 31 produtos agrícolas, incluindo grãos, nozes e frutas não cítricas.
Sucos da Tropicana, da Pepsico, e a Minute Maid, da Coca, são feitos a partir de misturas feitas com o suco do Brasil.
O FDA afirmou que importadores terão 90 dias para exportar ou destruir qualquer carregamento que for recusado.
Os preços futuros do suco de laranja concentrado e congelado (Fcoj), negociados na ICE Futures (Bolsa de commodities de Nova York), alcançaram o preço limite de alta no início da sessão desta sexta-feira.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1037242
Desde o dia 1.º, a União Europeia está exigindo a compensação das emissões de gases-estufa das empresas aéreas que fazem voos para o bloco. Elas devem entrar no mercado de carbono europeu, comprando permissões de emissão de projetos ou empresas.
As emissões da aviação representam 2% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa (GEEs), mas estão em ascensão. As emissões da aviação internacional dos países do Anexo 1 do Protocolo de Kyoto subiram 61,8% de 1990 a 2009.
"A eficiência do transporte aéreo é bem maior que a do terrestre. Além do mais, a frota de veículos é muito superior à de aviões", explica a consultora Rafaela Tocalino, da WayCarbon.
As novas medidas causaram a ira de países como os EUA e a China. Empresas norte-americanas haviam contestado a lei na Corte Europeia de Justiça que, no final de 2011, julgou improcedente o argumento das companhias e referendou a norma.
Agora, os EUA estudam formas de retaliação, além de apelar para a Organização Internacional da Aviação Civil (Icao, na sigla em inglês). A China já afirmou que não vai cumprir a norma e a Índia faz coro. Especialistas falam em "guerra comercial". No Brasil, a TAM, única companhia nacional a voar para a Europa, afirmou em nota que está alinhada com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), que representa 240 companhias aéreas e é contra a medida.
"A oposição à obrigatoriedade de entrar no esquema europeu de permissões de emissão é generalizada fora da Europa, não só por parte das companhias aéreas, mas dos países em que são sediadas. Em setembro de 2011, 21 nações assinaram a Declaração de Délhi, formalizando a oposição", afirma Perry Flint, chefe de comunicação corporativa da Iata para as Américas. "Na opinião da Iata, medidas de mercado devem ser introduzidas pela Icao. Normas regionais vão criar distorções mercadológicas, retardar esforços para uma solução global e fomentar a adoção de medidas unilaterais em outras partes do globo, que vão se sobrepor umas às outras, levando a novas distorções."
Adesão. Até agora, quatro empresas norte-americanas já aderiram às normas e anunciaram repasse dos custos para o consumidor final:
American Airlines, US Airways Group, Delta Air Lines e United Airlines. Elas acrescentaram US$ 3 por trecho às passagens para destinos europeus. A alemã Lufthansa também já avisou que vai elevar as tarifas, mas a cúpula da empresa crê que as regras serão postergadas.
"O esquema vai ter de ser adiado, pois há queixas de todos os lados. A União Europeia não pode pagar o preço de um conflito de longo alcance com seus parceiros mais importantes", afirma Peter Schneckenleitner, do setor de comunicações da empresa, que calculou o custo com a lei em 130 milhões.
As empresas aéreas norte-americanas esperam um posicionamento formal do governo Obama a esse respeito.
"Temos a palavra da Casa Branca de que vai tomar uma atitude, que pode incluir ações legais, retaliações e qualquer medida que faça com que a UE retire suas medidas unilaterais", afirmou Steve Lott, porta-voz do grupo Airlines for America.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/0fS9M
A Amazônia é importante para absorver gás carbônico e ajudar a combater o aquecimento global? O estudo mais recente sobre essa questão, que atormenta cientistas há décadas, aponta que ainda há dúvidas sobre se a região é mesmo um "sorvedouro" de carbono. Mas o trabalho conclui que o desmatamento e o aquecimento global estão gradualmente levando a região a se tornar mais uma fonte dos gases de efeito estufa do que um ralo para absorvê-los.
"Não sabemos de onde partimos, mas sabemos para onde estamos indo", disse à Folha Eric Davidson, cientista do Centro de Pesquisas de Woods Hole (EUA), que coordenou o trabalho.
"A mudança talvez seja de um sorvedouro de carbono forte para um sorvedouro fraco ou de uma fonte pequena de carbono para uma um pouco maior, talvez até cruzando essa barreira. Ainda não temos como estimar o fluxo líquido de carbono para toda a bacia Amazônica."
O estudo liderado por Davidson, publicado da edição da revista "Nature" nesta quinta-feira, foi um balanço dos quase 20 anos de pesquisas do LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia), o maior projeto de pesquisa em ecologia e geociências da região.
Mesmo sem uma resposta detalhada sobre essa questão estratégica, cientistas comemoram o fato de que os dados da iniciativa têm ajudado nas políticas de preservação da floresta.
"O LBA mostrou que em um período de forte estresse climático, como as secas de 2005 e 2010, a floresta se torna uma pequena fonte de carbono", diz Paulo Artaxo, geofísico da USP, também autor do estudo.
"Isso é importante porque a Amazônia tem em sua biomassa um reservatório de carbono equivalente a quase dez anos da queima mundial de combustíveis fósseis. Qualquer alteração nesse regime é significativa do ponto de vista da mudança climática."
Uma das conclusões que o LBA permitiu tirar é que, apesar de a Amazônia ser robusta o suficiente para suportar fatores individuais de estresse --secas, desmatamento e queimadas, entre outros--, a floresta pode não suportar todos ao mesmo tempo.
"Há sinais de uma transição para um regime dominado por perturbações", dizem Artaxo, Davidson e outros autores do trabalho.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1036501
A estiagem no Sul e as fortes chuvas em Minas Gerais reduziram a captação de leite nessas regiões, responsáveis por 60% da produção brasileira, de 31 bilhões de litros ao ano. Com a redução da oferta, os preços aumentaram e a indústria já está repassando a elevação dos custos para o varejo. O aumento é de, em média, 10%, de acordo com Laércio Barbosa, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV). "As indústrias mais afetadas já soltaram novas tabelas com preços reajustados", afirmou.
De acordo com o executivo, a captação caiu até 20% no Rio Grande do Sul, onde a situação é mais grave. Em Minas Gerais, a redução oscila entre 5% e 10%. "O problema maior é, sem dúvida, no Sul, que está vivendo a pior seca dos últimos anos. Em Minas, o problema é mais logístico; as chuvas estão impedindo a captação em grande parte das fazendas, especialmente na Zona da Mata", contou. Ele calcula que, no total, a redução da produção brasileira é de, em média, 7%.
O início do ano é a época em que os preços geralmente caem porque a produção de leite aumenta no Sudeste. Mas neste ano, por causa dos problemas climáticos, o valor do leite está 15% mais alto que no mesmo período que em 2011. A indústria, segundo Barbosa, está pagando entre R$ 0,80 e R$ 0,90 o litro para o produtor.
O clima adverso, na prática, antecipou uma situação que era prevista apenas para março a junho, período entre o final da safra do Sudeste e o início do aumento da produção no Sul.
A indústria de longa vida, responsável pelo consumo de 76% de leite fluido no País, calcula ter fechado 2011 com faturamento superior a R$ 10 bilhões e 5,7 bilhões de litros comercializados (+4% sobre 2010). Laércio Barbosa não forneceu estimativas para o desempenho do setor em 2012, mas disse que a expectativa é positiva por causa do aumento do salário mínimo, que puxa o consumo de produtos básicos. "Em fevereiro ou março teremos uma perspectiva mais clara para o ano", disse.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/bzq7a
O governo vai demorar um mês a mais do que o planejado para apresentar a nova "bíblia do financiamento" do setor agrícola. Segundo fonte, a expectativa era a de que o Manual de Crédito Rural (MCR) fosse apreciado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ao final deste mês, mas o documento será colocado apenas na pauta de fevereiro.
Isso, se mais nenhum imprevisto aparecer. O MCR foi reelaborado pela equipe do Ministério da Fazenda, de onde já recebeu também o parecer positivo da área jurídica. Precisa agora ser aprovado pelo corpo técnico do Banco Central e do Ministério do Planejamento. Os ministros dessas Pastas e o presidente da autoridade monetária formam o CMN.
O novo manual pretende simplificar as normas de concessão de empréstimos, unir linhas, extinguir instrumentos de política agrícola e criar outros. Com as mudanças, aumenta o poder de monitoramento sobre o real destino dos recursos usados para subvenção do campo. As novas regras passam a valer apenas no início da próxima safra, em julho, mas é preciso um tempo para que produtores e instituições financeiras se adaptem às mudanças de normas.
A demora na apresentação do documento, que estava prevista, em princípio, para estabelecer os parâmetros para a safra que está terminando agora, significa menos tempo para a "mudança de hábito".
Fonte: IG
Site: http://goo.gl/dRwz1
A Associação Europeia de Suco de Frutas (AIJN) informou hoje, em nota à imprensa, que até o momento não foram relatados problemas em relação a excesso de carbendazim em cargas de suco de laranja importadas pelo bloco econômico. O produto químico é o princípio ativo para um fungicida utilizado, entre outras frutas, nas cítricas, como laranja. Na nota, a AIJN, que representa processadoras, misturadoras e engarrafadoras de suco de frutas, informa que "até hoje não foram relatados problemas quanto à presença de carbendazim em sucos de laranja; os consumidores europeus podem, assim, continuar a bebê-los", informa.
A AIJN lembra que o máximo de resíduo do carbendazim na laranja é de 200 partes por bilhão (ppb) e na União Europeia (UE) há programas de rastreio de frutas e bebidas em todos os estados membros para assegurar que esse limite seja respeitado. Além disso, a própria entidade informa que tem um sistema de controle de qualidade para a triagem de bebidas de frutas no continente.
"Isso garante que as matérias-primas (suco de frutas concentrados e purês) utilizadas pela indústria, bem como os sucos de frutas embalados vendidos aos consumidores, cumpram normas europeias e nacionais de segurança e higiene; portanto, são seguros para o consumo", informa. "Se um produto for identificado com um problema, então haverá um alerta rápido para todos os países", completou.
A União Europeia é o principal destino do suco de laranja brasileiro, com uma fatia superior a 70% de toda a bebida exportada pelo País. As exportações do Brasil de suco de laranja movimentam cerca de US$ 2 bilhões por ano. Já a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), procurada desde ontem, não se manifesta sobre o assunto.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/h37qD
Um novo estudo sugere que é falso dizer que para produzir mais é preciso desmatar novas áreas. Uma análise do uso de solo de Mato Grosso por uma década mostrou que aconteceu tanto uma diminuição da devastação da floresta como um aumento da produção agrícola.
Bastou saber usar bem o que existe, graças a políticas públicas e de mercado.
A pesquisa publicada na "PNAS" indica que o desmate em Mato Grosso diminuiu 30% entre 2006 e 2010 da sua média histórica recente (entre 1996-2005), apesar do aumento da produção agrícola.
O Estado é o principal produtor de soja (31% do total brasileiro). Mas também foi o campeão em destruição de floresta de 2000 a 2005.
O aumento da produção de soja, entre 2001 e 2005, foi sobretudo pela expansão da cultura em áreas desmatadas e que eram pasto (74%) ou diretamente em florestas (26%).
Já de 2006 a 2010, o aumento ocorreu em 91% dos casos em áreas já desmatadas.
O estudo conclui que a queda mais acentuada no desmate coincidiu com um colapso das commodities e a implementação de políticas para reduzir o corte da mata.
"A lucratividade da soja desde então aumentou para os níveis pré-2006, enquanto o desmatamento continuou a declinar, sugerindo que as medidas antidesflorestamento podem ter influenciado o setor agrícola", diz o texto.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1032913
O portal do clima da Área de Hidráulica e Irrigação da Unesp lançou neste mês o mapa da direção do vento, com informações online, em tempo real, sobre a velocidade e a direção dos ventos medidas nas oito estações da rede agrometeorológica do noroeste paulista. O mapa é atualizado a cada 5 minutos e os dados são abertos à consulta.
As informações são importantes para determinar o potencial de impacto ambiental das aplicações de defensivos agrícolas, tanto aéreas como terrestres, na região.
“O mapa do vento foi o último produto que colocamos à disposição no portal do clima”, explica Fernando Hernandez, professor de Irrigação e Drenagem na Unesp em Ilha Solteira. “Ele torna a informação mais palatável. Dizer que há um vento de 235° é uma coisa. Plotar no mapa um ‘vento de sudoeste’ é outra. O mapa democratiza e transforma dado em informação”, explica.
Segundo ele, um vento de 7,2 km/h (considerado moderado) já não é interessante para aplicação de defensivos agrícolas. “Tanto a aplicação de defensivos quanto a irrigação são desaconselháveis com ventos a partir dessa velocidade, pois as gotas acabam sendo espalhadas.”
A novidade do produto é que o usuário consegue recuperar a informação após a atualização. “O banco de dados fica à disposição”, diz Hernandez.
Para o professor Ulisses Rocha Antuniassi, do Departamento de Engenharia Rural da Faculdade de Ciências Agrárias da Unesp em Botucatu, as informações em forma de mapa são importantes especialmente no contexto atual da agricultura brasileira, e no caso da ocorrência de situações anômalas.
“Nas regiões onde as pessoas se fixaram há muitos anos, existe um conhecimento cotidiano a respeito da direção e da velocidade dos ventos. Mas vivemos um processo de profissionalização da agricultura e os grandes empreendimentos frequentemente contratam agrônomos e técnicos que não pertencem à região onde vão atuar. Nesse contexto, essa informação é tão importante quanto dados sobre o clima propriamente dito”, esclarece.
“Os problemas sempre acontecem quando as condições climáticas saem do normal. No caso de aplicações aéreas, por exemplo, se entra uma frente fria de repente e inverte o vento, isso vai causar transtornos. O mapa é extremamente útil nesses casos”, diz Antuniassi.
As bases de dados mais detalhadas sobre clima fornecem informações sobre os ventos, mas raramente em forma de mapa.
Antuniassi afirma que a intensidade e a direção dos ventos são muito importantes para determinar o potencia de impacto ambiental da aplicação de defensivos. “A aplicação de defensivos tem uma recomendação. Normalmente os ventos devem estar entre 3 e 10 quilômetros por hora”, diz ele. A aplicação também não é recomendável com o ar muito parado e sol forte. “O ar quente que sobe do solo impede que as gotas de defensivo atinjam a lavoura”, explica.
Acima de 10 km/h, o risco de contaminação de áreas vizinhas aumenta. “O vento leva as gotas para muito longe. Aí acontecem acidentes, como a aplicação de inseticidas em lavouras próximas a apiários ou criações de bicho-da-seda, matando os insetos, ou mesmo o depósito dessas substâncias em áreas de proteção e em cursos d’água”, diz.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/z4Ub5
A indústria brasileira de suco de laranja foi notificada no dia 28 de dezembro de 2011 do surgimento de traços do fungicida Derosal (carbendazim) em uma carga da bebida comercializada naquele mês na Flórida (EUA). Desde então, a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), comandada pelo presidente Christian Lohbauer, negocia com os clientes e o governo norte-americano para evitar refugos de cargas ou embargos da bebida, informou uma fonte à Agência Estado.
Os EUA compram 15% de todo o suco brasileiro, maior produtor mundial da bebida, ou cerca de U$ 300 milhões dos US$ 2 bilhões vendidos no exterior pelo País. Uma possível suspensão do comércio fez com que os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado disparassem na Bolsa de Nova York.
Segundo a fonte, a descoberta de traços do fungicida, comumente utilizado no Brasil para o controle da pinta preta e da estrelinha, foi feita pela Coca-Cola. No mercado norte-americano, a multinacional é uma grande engarrafadora do suco. Apesar de proibido para o cultivo de citros, o fungicida tem autorização para ser utilizado em maçãs nos Estados Unidos. Já na Europa, o uso do produto é liberado.
Lohbauer admitiu que os EUA podem vetar a entrada de suco de laranja do Brasil com traços do fungicida carbendazim.
Ele afirmou que os EUA sempre importaram a bebida com o carbendazim, inclusive após 2009, e eram informados desse fato. Naquele ano, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) cessou a autorização para o uso do defensivo em citros.
"Indústria irresponsável". O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, afirmou que a indústria de suco de laranja foi "irresponsável" ao não informar os produtores sobre a proibição. "Se essa proibição ocorre desde 2009, é muita irresponsabilidade não haver um alerta ao produtor para que uma solução fosse discutida", disse.
O Ministério da Agricultura não vai se pronunciar a respeito da informação de que os EUA aumentarão o número de testes que detectam o fungicida.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/V68oS
A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas fechou 2011 em alta de 6,9% ante a safra anterior, que havia sido recorde. Foi registrado volume de 159,9 milhões de toneladas.
O número é 0,2% superior ao valor estimado pelo IBGE (Instituto Nacional Brasileiro de Geografia e Estatística) em novembro.
A área colhida em 2011, de 48,7 milhões de hectares, apresentou acréscimo de 4,7% ante a área colhida em 2010, e de 0,2% frente à estimativa de novembro, informou o IBGE.
Arroz, milho e soja responderam por 82,4% da área colhida. A produção de arroz subiu 19% contra o ano anterior e o milho e a soja cresceram 0,1% e 9,2%, respectivamente.
O IBGE previu em seu terceiro e último prognóstico para este ano um aumento de 0,3% na safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, atingindo um volume de 160,3 milhões em 2012.
A partir de janeiro os prognósticos passam a ser divulgados como estimativas, que serão encerradas apenas em janeiro de 2013, quando será divulgada a safra fechada do ano.
Em 2011, a safra agrícola subiu 6,9% em relação a 2010, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, um volume de 159,9 milhões de toneladas.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1032253
O ano de 2012 pode se tornar um dos dez mais quentes desde 1850, com temperaturas globais quase 0,5 grau Celsius mais elevadas que a média registrada no período 1961-1990, afirmou o Met Office, o Departamento de Meteorologia do Reino Unido.
O Met Office e a Universidade de East Anglia divulgaram no mês passado dados preliminares mostrando que 2011 foi o 11º ano mais quente já registrado, 0,36 grau Celsius acima da média de longo prazo aferida entre as décadas de 1960 e 1990, que foi de 14 graus.
Os meteorologistas previram que em 2012 o desvio acima da média será de 0,48 grau, com uma margem de erro de 0,14 grau para mais ou menos.
"Em 2011, vimos um fortíssimo La Niña [fenômeno climático caracterizado pelo resfriamento das águas no Pacífico equatorial], que pode resfriar temporariamente as temperaturas globais."
"O La Niña voltou, e embora não seja tão forte quanto no começo do ano passado, ainda assim deve influenciar as temperaturas, e esperamos que 2012 seja ligeiramente mais quente do que no ano passado, mas não tão quente quanto 2010", disse Adam Scaife, chefe do departamento do Met Office que realiza previsões de longo prazo.
O Met Office disse que suas cifras relativas a 2011 foram parecidas com as publicadas pela OMM (Organização Meteorológica Mundial), que estimou a temperatura do ano passado em 0,41º grau acima do normal.
A OMM considera que 2010 foi o ano mais quente já registrado. A organização também indicou que todos os 12 anos mais quentes da história ocorreram entre 1998 e 2011.
As estimativas da OMM se baseiam em dados do Met Office, do Centro Nacional de Dados Climáticos dos Estados Unidos e do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, da Nasa.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1030762
O novo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, informou que não prevê que os preços dos alimentos continuem voláteis no curto prazo, como estiveram recentemente.
Em sua primeira coletiva de imprensa desde que assumiu a chefia da FAO, ele disse não esperar que as cotações subam tão rápido quanto se observou nos últimos anos, nem quedas acentuadas. O diretor-geral da organização observou ainda que a recente instabilidade de preços dos alimentos foi parcialmente causada pelas oscilações de moedas estrangeiras, assim como pelo baixo nível dos estoques.
Graziano também afirmou que sua prioridade na FAO será a "eliminação total" da fome e da subnutrição no mundo. "Não há tempo a perder", quando o objetivo é cortar pela metade o número de pessoas que sofrem de fome até 2015, declarou o diretor-geral da agência.
Ele citou, entre outras prioridades estratégicas, promover uma iniciativa para a adoção de sistemas mais sustentáveis de produção e consumo de alimentos, alcançar uma maior "imparcialidade" na gestão global de alimentos, expandir a cooperação e concluir reformas institucionais na FAO.
Graziano, que recebeu elogios por seus esforços de redução da pobreza como ministro no Brasil, afirmou que visitará o continente africano no final deste mês, incluindo o Chifre da África, onde os problemas de segurança alimentar atualmente são graves. Os recursos "não serão usados igualmente", afirmou ele, acrescentando que as áreas de crise e a África continuarão sendo prioridade.
Primeiro latino-americano a manter um cargo na FAO, Graziano também prometeu elevar a eficiência e reduzir a burocracia na agência.
"Eu buscarei reduzir as despesas de burocracia aqui na sede e liberar os recursos para os que atuam em campo", informou ele. O diretor-geral da organização enfatizou que considera o "trabalho de campo" essencial para a pesquisa teórica feita na FAO.
Referindo-se aos riscos que a recessão econômica na Europa apresenta para as operações da FAO, Graziano disse não acreditar que haja qualquer impacto nos financiamentos, mas significaria que "teríamos muito mais trabalho a fazer", levando em consideração o crescente número de pessoas famintas no mundo.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/aPv3G
A Vanguarda Agro – antiga Brasil Ecodiesel – informou nesta quarta-feira que concluiu a venda de sua participação de 25% na Tropical Bioenergia, seu único investimento na área de etanol. Com a operação, anunciada em setembro, a companhia volta a concentrar suas atividades na produção de grãos.
"A conclusão de referida operação corrobora o dinamismo implementado pela companhia no desinvestimento de ativos non-core, visando o foco na produção de grãos e de se tornar a maior e melhor operadora de grãos do mundo", disse a Vanguarda em fato relevante.
A venda da participação na usina foi fechada por R$ 61,5 milhões, valor que será usado para reforçar o caixa da companhia, segundo o documento. Com isso, a BP Biocombustíveis passa a deter todas as ações da Tropical Bioenergia.
O negócio faz parte da “nova estratégia da empresa de alienar ativos ociosos com o objetivo de melhorar sua estrutura de capital, além de aumentar o foco no segmento de commodities agrícolas”, avalia a corretora Socopa em relatório enviado a clientes.
Em outubro, a Vanguarda anunciou a venda de uma usina de biodiesel e de uma esmagadora, localizadas no Rio Grande do Sul, para a Camera Agroalimentos. O negócio foi fechado por R$ 58 milhões. Um mês antes, a empresa havia comunicado a venda de uma processadora de óleo vegetal, situada em Goiás, para a Louis Dreyfus Commodities, em uma operação de R$ 40 milhões.
Fonte: IG Economia
Site: http://goo.gl/JiFiQ
O Conselho Monetário Nacional aprovou nesta quinta-feira, 15, um voto que autoriza a renegociação das parcelas das operações de investimento rural que vencem neste ano, contratadas por produtores de arroz e suinocultores com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do programa de sustentação de investimentos (PSI).
O CMN autoriza a renegociação com base na Resolução 3.993, de 14 de julho, que atende os rizicultores e suinocultores que enfrentam dificuldades para efetuar o pagamento das dívidas no segundo semestre deste ano, em função de problemas na comercialização.
O voto do CMN ampliou o prazo para 31 de maio de 2012 para o mutuário requerer a renegociação e as instituições financeiras têm até 30 de julho de 2012 para formalizar as operações, "de modo que tais produtores não sejam prejudicados em razão da necessidade de ajustes operacionais no sistema dos agentes operadores". O CMN também permitiu a inclusão de parcelas vencidas no primeiro semestre de ano no processo de renegociação.
O CMN também aprovou um voto que define nova metodologia de cálculo do pagamento dos serviços prestados pelos bancos responsáveis pela contratação e gestão dos financiamentos com recursos do Fundo de Terras e Reforma Agrária (FTRA). O CNM estabelece tarifas diferenciadas em função da quantidade e tipo de contrato em carteira, com objetivo de dar maior transparência na gestão dos recursos.
Segundo assessores do Ministério da Fazenda, a medida permite maior controle e não implica em aumento de custo das operações com recursos do fundo.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/XFhUu
A Chevron obteve uma liminar na Justiça Federal que estendeu até o fim do mês o prazo para apresentação de sua defesa ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela aplicação da multa de R$ 50 milhões pelo vazamento de óleo na Bacia de Campos, em novembro.
Além de contestar o prazo concedido para recurso, a empresa alegou na petição do mandado de segurança que o laudo técnico que atesta dano ambiental é posterior ao ato administrativo do Ibama.
No início do mês, a procuradoria jurídica do órgão ambiental havia apontado irregularidades na aplicação da multa contra a Chevron.
No entanto, o superintendente do Ibama no Rio, Adilson Gil, afirmou que não acataria a recomendação e manteve a penalidade.
Anunciado pelo presidente do instituto, Curt Trennepohl, o auto de infração foi lavrado no dia 21 de novembro, duas semanas após o início do vazamento. A medida ocorreu um dia antes da conclusão do laudo que classificou o acidente na campo de Frade como "dano ambiental grave".
Esse documento foi assinado por técnicos do Ibama e da Marinha no dia 22 de novembro. Advogados da Chevron apresentaram na petição trechos de livro escrito por Trennepohl que aponta a necessidade de laudo prévio como requisito de validade de uma autuação.
De acordo com o parecer da Procuradoria do Ibama, o fato de a multa ter sido aplicada antes da conclusão do laudo ambiental torna sua validade passível de anulação. O processo judicial está sendo conduzido pela Advocacia-Geral da União (AGU). Procurada, a Chevron informou apenas que "necessitava de mais tempo para tomar conhecimento e analisar o laudo técnico do Ibama, sem o qual não poderia exercer por completo o seu direito constitucional de defesa", acrescentando que apresentará seu recurso até o dia 27. A liminar, obtida no dia 9 de dezembro, estendeu o prazo por 20 dias.
O parecer jurídico foi revelado pelo Estado no dia 6. "Parece nítido que o Ibama optou pelo caminho mais curto, que a decisão foi tomada por pressão política e desprovida de embasamento técnico. Poderá facilitar a vida da empresa", avaliou na ocasião o advogado Rogério Zouein, especialista em direito ambiental, referindo-se ao fato de a multa preceder o laudo.
O Ministério Público Federal (MPF) informou ontem que ainda não havia recebido o relatório do delegado Fábio Scliar, da Polícia Federal, responsável pelo indiciamento da Chevron, da Transocean e de 17 executivos das duas empresas pelo vazamento de óleo. Um dos indiciados é o presidente da Chevron no Brasil, George Buck.
A Chevron tem concessão para explorar o Campo de Frade, e a Transocean operava a sonda que perfurava o poço que vazou. Segundo Scliar, as empresas adotaram prática "leviana e irresponsável", causaram danos ambientais, sonegaram informações e entregaram documentos falsos. O vazamento foi estimado entre 2,5 mil e 3 mil barris de óleo cru.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/Pbbnn
Enquanto o entorno da Antártida segue a tendência de aquecimento observada em quase todo o planeta, o centro continua frio, conforme imagens de satélite da Nasa desde a década de 1970. E o gelo, em vez de derreter, está se expandindo.
Aparentemente, o choque entre a temperatura fria do centro e as médias quentes do entorno é decisivo para gerar ventos e manter a região central gelada.
É o que pensam pesquisadores brasileiros, em busca de respostas para fenômenos climáticos na Antártida. Eles afirmam que a diminuição da camada de ozônio sobre o continente ajuda a manter a temperatura fria na região central e sustentam que o frio causado pela ausência do gás contribui para aumentar os ventos ao redor da Antártida e isolar termicamente a região.
Método. O grupo coletou um cilindro de gelo de 40 metros de profundidade e por um processo de datação separou anualmente as camadas de gelo, retrocedendo até a década de 1950.
"Há uma tendência negativa na deposição de poeira entre 1967 e 2007. Nossos dados sugerem que ela seja resultado de um crescente isolamento atmosférico da região central do continente antártico pelo aumento da intensidade dos ventos ao redor da Antártida. Esse aumento na intensidade dos ventos reflete, por sua vez, o resfriamento da alta atmosfera no centro antártico causado pela depleção da camada de ozônio na região", explica o biólogo Márcio Cataldo, do grupo de relação atmosfera-gelo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). O estudo, ainda não publicado, está sendo submetido a uma revista científica.
"Pesquisas feitas na região periférica da Antártida mostram que lá, a poeira está aumentando. O que corrobora a teoria de que os ventos e ciclones que se formam ao redor do continente impedem a entrada de massas de ar quente no local, justamente aquelas que trazem as partículas de poeira", explica Cataldo.
"No Ártico, satélites mostraram que derreteu muito mais gelo do que se imaginou pelos modelos climáticos usados", afirma a professora Ilana Wainer, do Instituto Oceanográfico da USP.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/VFhFj
A China adotará padrões mais rígidos para a poluição do ar a partir do próximo ano para incluir o monitoramento de pequenas partículas de poluição em Pequim e em outras cidades grandes, mas o governo pode começar a divulgar os resultados ao público somente a partir de 2016, informou a mídia estatal nesta quinta-feira.
Grandes áreas urbanas da China, desde a capital, no norte, até Guangzhou, no extremo sul, ficam cobertas com uma nuvem de poluição durante alguns períodos do inverno, obrigando as pessoas a usar máscaras ou mesmo evitar sair às ruas.
A poluição do ar em Pequim, porém, foi declarada oficialmente como sendo "modesta", apesar de a embaixada dos Estados Unidos, que divulga suas próprias medidas segundo padrões norte-americanos, ter indicado que a qualidade do ar está tão ruim que ultrapassou o limite da escala.
Um dos motivos para as diferenças de leitura é que as cidades chinesas não medem e não divulgam dados sobre partículas menores emitidas por chaminés e exaustores. Medindo 2,5 mícrons de diâmetro ou menos, são conhecidos como PM 2,5.
O ministro do Meio Ambiente chinês, Zhou Shengxian, disse no jornal oficial do Partido Comunista que a China agora começará a adotar o padrão PM 2,5, inicialmente em grandes cidades e depois em todo o território nacional até 2015.
A partir de 1º de janeiro de 2016, todas as unidades governamentais da China terão de fornecer esses dados ao público, informou o veículo.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1024964
As liberações de crédito rural nos cinco primeiros meses do ano safra 2011/12 (julho a novembro) atingiram R$ 44,670 bilhões, valor 3,4% superior aos R$ 43,292 bilhões liberados no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 19, pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, que destaca o aumento de 12,2% na liberação de crédito para investimento, que passou de R$ 5,785 bilhões para R$ 6,490 bilhões. Os financiamentos para comercialização e custeio somaram R$ 35,525 bilhões, valor 2% superior ao registrado de julho a novembro do ano passado.
Segundo o balanço do Ministério da Agricultura, recursos liberados para investimento correspondem a 31,7% dos R$ 20,5 bilhões programados para a safra atual. A maioria das linhas de investimento registrou aumento na demanda, com destaque para a expansão de 80,4% nos financiamentos da linha 63 Rural, destinada a exportação, que atingiu R$ 160,8 milhões. As aplicações no Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) cresceram 55,5% e atingiram R$ 178,1 milhões, que correspondem a 5,7% dos R$ 3,150 milhões previstos para esta safra.
O levantamento mostra que de julho a novembro deste ano, os agricultores acessaram R$ 2,251 bilhões do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) nas modalidades custeio e comercialização, valor 7,1% superior aos R$ 2,102 bilhões liberados em igual período do ano passado. As liberações para investimento para o médio produtor rural atingiram R$ 868,4 milhões nos cinco primeiros meses do atual ano-safra. O valor é 84,9% superior ao liberado de julho a novembro ano passado e corresponde a 79% do total de recursos programados na linha de crédito para esta safra.
No caso das operações de financiamento para custeio e comercialização, os empréstimos com juros controlados subiram 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 30,889 bilhões. Já as transações com taxa de juros livre caíram 13,7% e ficaram em R$ 4,635 bilhões.
No conjunto de todos os programas, apenas o Moderfrota registra níveis mínimos de aplicação. O Ministério da Agricultura atribui a baixa demanda pelo Moderfrota ao fato de o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) oferecer condições de juros (6,5% ao ano) e prazos para pagamento (até 10 anos) mais atrativos ao produtor. As contratações no âmbito do PSI estão autorizadas até dezembro de 2012. O total movimentado de julho a novembro subiu 3,2% e passou de R$ 2,572 milhões para R$ 2,655 milhões.
O secretário de Política Agrícola do ministério, Caio Rocha, avalia que mesmo diante do recuo no crédito global, com impactos em diversas nações de diferentes continentes, inclusive no Brasil, o financiamento ao setor agropecuário segue firme. "Nos próximos meses os esforços têm que ser direcionados no sentido de assegurar recursos suficientes para o financiamento da segunda safra de milho, da safra de inverno e da comercialização de produtos da safra de verão, que começa a ser colhida já no mês de janeiro", avalia.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/eQAnm
A inflação global de commodities alimentares provavelmente vai perder força em 2012, afirmou no último domingo, 18, a agência de classificação de risco Moody's Investor Service. Entretanto, a agência alertou que as companhias de alimentos podem tentar retomar lucros mais expressivos por meio da elevação de preços, depois de esgotar as possibilidades de medidas para preservar as margens de lucro.
Segundo a Moody's, ao longo do último ano, o setor de alimentos foi capaz de amenizar o impacto da alta das commodities repassando-a ao consumidor. Grandes empresas europeias e multinacionais como Nestlé, Unilever e Danone reduziram custos e transmitiram a elevação de preços, apesar de um atraso de três a seis meses. Essas companhias têm portfólios muito fortes e diversificados, disse a Moody's, de modo que geralmente se beneficiam de posições de liderança e mais alavancagem em negociações com varejistas.
A Moody's acrescentou que grandes varejistas de alimentos como Tesco e Carrefour foram capazes de se ajustar à inflação de alimentos, ampliando a variedade de produtos, reduzindo os custos e lançando novas promoções. Companhias como Campofrio Food Group tiveram de reduzir custos, negociar elevações de preço e desenvolver produtos inovadores ou novos canais de distribuição, entre outras medidas, observou a Moody's.
Mas a desaceleração da demanda por conta das incertezas na economia europeia dificultarão uma manobra semelhante no futuro, avalia a Moody's. As margens de lucro podem se contrair se os custos subirem de novo. A companhia de rating afirmou que os preços das commodities subiram rapidamente no primeiro semestre de 2011, aumentando os custos de insumos de muitas indústrias. Entretanto, Moody's recordou que as cotações de algumas commodities permanecem em níveis historicamente elevados, apesar da incerteza sobre o crescimento econômico e a demanda.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/40VRC
O Brasil atuou para adiar a data da entrada em vigor do futuro acordo global contra os gases-estufa durante as negociações na COP-17, a conferência do clima de Durban.
Oficialmente, o país diz que é preciso esperar o novo relatório do IPCC, o painel do clima da ONU, para negociar as metas de corte de CO2 já diante das previsões mais atualizadas da ciência sobre o aquecimento global. O relatório sai em 2014. Daí seria mais um ano para negociar o novo possível protocolo e quatro para ratificá-lo.
O real interesse do país na data mais distante, porém, é outro: o Brasil tem metas domésticas de redução de emissões previstas em lei e prazo até 2020 para cumpri-las.
Como explicou a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) num intervalo da plenária final da COP-17, caso o acordo passasse a vigorar antes, o país seria obrigado a assumir um novo conjunto de metas internacionais antes de cumprir as existentes hoje. O governo temia não ser possível contabilizar as reduções em curso para efeitos do cumprimento dos novos objetivos.
A questão das datas de implementação colocou o Brasil ao lado dos Estados Unidos e contra a União Europeia e o Aosis, bloco dos pequenos países insulares.
A UE queria negociar o novo instrumento legal o mais cedo possível, tê-lo assinado em 2015 e ratificado até 2018. Como ficou praticamente sozinha na extensão do Protocolo de Kyoto, o acordo do clima existente (sob o qual apenas países desenvolvidos, o chamado Anexo-1, têm metas a cumprir), a UE queria abreviar sua vigência: até 2017, em vez de 2020.
O bloco europeu ensaiou um movimento em conjunto com o Aosis para ter o novo acordo negociado já no ano que vem.
O Brasil objetou: fazer isso seria trancar o mundo numa trajetória pouco ambiciosa de corte de emissões, já que as propostas de redução na mesa são as do Acordo de Copenhague, de 2009.
Por elas, por exemplo, os EUA cortariam apenas 17% de suas emissões em relação aos níveis de 2005 -menos da metade da meta com a qual se comprometera em Kyoto, antes de sair do acordo.
O Brasil também argumentou contra a data de 2017, afirmando que ela deixaria um "buraco" nas ações dos países desenvolvidos entre 2018 e o início da vigência do acordo global, em 2020.
Não houve consenso. A data de vigência de Kyoto ficou entre colchetes (símbolo usado em diplomacia para indicar discordância) e só deverá ser decidida no ano que vem, durante a COP-18, no Catar.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1020554
A divulgação da queda do desmatamento da Amazônia na segunda-feira foi um movimento reativo do governo Dilma.
O governo buscou responder às críticas que o país vem sofrendo na conferência do clima de Durban, a COP-17, devido ao Código Florestal.
Os dados surpreenderam ao governo: o Deter, o sistema de alerta em tempo real do Inpe, apontava que, neste ano, haveria um aumento de 15% na taxa de desmate que seria dada pelo Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal).
Diante da suspeita de má notícia, o Planalto tinha decidido divulgar os dados só depois da COP-17, que acaba no próximo sábado (9).
Mas o refinamento dos dados mostrou que houve queda de 11% no desmatamento em relação aos 7.000 km2 derrubados em 2010, que já eram a taxa mais baixa da história.
A queda em si resultou de uma reação: após o desmate explodir em abril, o Ibama segurou as motosserras em Mato Grosso. Já em Rondônia, onde o desmatamento dobrou entre 2010 e 2011, a reversão na queda resultou de uma ação do próprio governo: a construção das novas hidrelétricas do rio Madeira.
É a primeira vez desde a criação do Deter, em 2004, que os dois sistemas do Inpe dão tendências opostas.
A divergência se deve ao tipo de imagem captada pelo Deter. O sistema só detecta desmatamentos grandes.
A diferença entre esse sistema e o Prodes fica em torno de 15% a 20% --portanto, os 6.238 km2 da estimativa de desmate divulgada anteontem estão na margem de erro. Quando os números forem consolidados, no ano que vem, essa estimativa deve ser revisada para cima.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1017799
O agronegócio brasileiro deve quebrar mais um recorde neste ano, desta vez com o Valor Bruto da Produção (VPB), indicador que mede o faturamento das vinte principais lavouras agrícolas. As projeções do Ministério da Agricultura apontam para uma receita da ordem de R$ 205,8 bilhões neste ano, 11,7% maior que a registrada no ano passado e a maior já registrada na série histórica iniciada em 1997.
O coordenador de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, José Gasques, destaca que as previsões para o próximo ano são otimistas. Segundo ele, VBP em 2012 deve atingir R$ 212,3 bilhões, valor 3% acima do estimado para este ano. "Se essa tendência se confirmar será possível registrar um aumento do valor, sem interrupção, desde 2009", diz o coordenador.
O estudo mostra que os produtos que mais colaboraram para o recorde do VBP neste ano foram o algodão, que apresentou aumento real de receita da ordem de 124,7%; café (+36,4%); laranja (+10,5%); milho (+30,7%); tomate (+12,1%) e uva (+41,17%).
O VBP é correspondente à renda dentro da propriedade e considera as plantações de soja, cana-de-açúcar, uva, amendoim, milho, café, arroz, algodão, banana, batata-inglesa, cebola, feijão, fumo, mandioca, pimenta-do-reino, trigo, tomate, cacau, laranja e mamona.
Mensalmente, o Ministério da Agricultura divulga a estimativa do valor da produção agrícola para o ano corrente. Esse valor pode ser corrigido, de acordo com as alterações de preço e a previsão de safra anunciados ao longo do ano.
Fonte: IG
Site: http://goo.gl/kh2kd
A presidente Dilma Rousseff avaliou como positivo o resultado obtido durante a COP-17 (17ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), que oficialmente terminaria na sexta-feira, mas se estendeu para a madrugada deste domingo.
Em conversa por telefone com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, Dilma disse ter ficado "satisfeita com o resultado da conferência e, em especial, com o desempenho do país durante as negociações".
O embaixador brasileiro Luiz Alberto Figueiredo protagonizou um papel de destaque como apaziguador na divergência entre países sobre o termo que dizia respeito a comprometimento com as metas de redução de emissões de poluentes.
Os representantes de mais de 190 nações concordaram em prorrogar o Protocolo de Kyoto para pelo menos até 2017. O documento global que determina a meta de redução de poluentes tem prazo para encerrar em 2011.
De acordo com o Palácio do Planalto, a renovação de Kyoto dará "fôlego para que as negociações não parem".
Os países também se comprometeram a dar início já no ano que vem a um processo que vise a um novo pacto global sobre o clima, mas que deve estar pronto só após 2020.
Durante as reuniões, foi instituída ainda a estrutura do Fundo Verde do Clima, criado para financiar ações de combate às mudanças climáticas com um aporte inicial de US$ 100 bilhões a partir de 2020. No entanto, o número de países participantes foi reduzido, com a saída da Rússia, do Japão e do Canadá.
Fonte: Estadão Online
Site: http://folha.com/no1019806
Os preços globais dos alimentos podem estar atingindo um piso, segundo o economista Abdolreza Abbassian, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Nesta quinta-feira, 8, a instituição divulgou o quinto declínio mensal consecutivo em seu índice global de preços de alimentos.
Trata-se da queda mais duradoura em dois anos.
"Estamos vendo que os declínios mês a mês no índice estão se tornando menos íngremes, apesar de anúncios recentes de vários países de que a produção de grãos neste ano será maior do que o previsto, de modo que se esperaria quedas mais drásticas", comentou Abbassian.
Em novembro, o índice recuou 0,5% em relação ao mês anterior, para 215 pontos, pressionado principalmente pela retração das cotações do trigo. O índice mede a variação mensal nos preços de uma cesta de commodities alimentícias. Em outubro, a queda foi de 4%, liderada por cereais, óleos, açúcar e lácteos, depois de o índice alcançar o recorde de 238 pontos em fevereiro.
"Tecnicamente os preços deveriam estar mais baixos do que estão e recuar mais do que estamos vendo, portanto isso sugere que os preços dos alimentos podem estar chegando no piso", avalia Abbassian. De acordo com a FAO, o dólar forte e um cenário global de economia mais fraca também contribuíram para a queda dos preços dos cereais em novembro.
A Rússia, maior produtora de grãos do Mar Negro, pode colher de 95 a 100 milhões de toneladas no próximo ano, níveis semelhantes aos obtidos durante 2008, uma das maiores colheitas já registradas no país, segundo o economista Andrey Sizov Sr., chefe de análises da consultoria SovEcon.
"As projeções expressivas são resultado de um aumento na área plantada e das condições de plantio melhores no inverno", disse Sizov Sr. Neste ano, a Rússia espera colher 92 milhões de toneladas de grãos, dos quais 34,7 milhões de toneladas são trigo de inverno.
Entretanto, Abbasian alertou que a seca em áreas da Ucrânia também deve ajudar a promover declínios modestos nos preços dos alimentos. A Offre & Demande Agricole avalia que a condição das safras de inverno estão ruins na Ucrânia e que participantes do mercado estão acompanhando de perto o clima no Leste Europeu. Mas Abassian afirmou que ainda é muito cedo para especular sobre as condições das lavouras em 2012.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/xd2Iz
O governo admitiu ontem pela primeira vez que o novo Código Florestal levará a um aumento na taxa de desmatamento.
Numa entrevista coletiva na COP-17, a conferência do clima de Durban, África do Sul, o secretário nacional de Mudança Climática, Eduardo Assad, afirmou que há cenários possíveis em que o texto a ser votado hoje no Senado Federal leva a mais perda de floresta.
"O código não foi votado ainda, então estamos discutindo suposições e cenários", afirmou Assad. "Há áreas que serão reflorestadas e áreas que serão desmatadas", prosseguiu. Ele diz, porém, que a versão atual, comparada à que foi aprovada na Câmara, é "muito positiva".
O governo despertou a ira das organizações ambientalistas ao afirmar, na semana passada, que o novo código na verdade ajudaria o Brasil a cumprir sua meta de redução de emissões de gases de efeito estufa ao promover a recuperação de parte das áreas de preservação permanente desmatadas ilegalmente. A declaração deu ao país o prêmio "Fóssil do Dia" em Durban e fez as ONGs perguntarem à ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) como cortar árvores poderia reduzir emissões.
Após as críticas, o governo mudou o discurso.
As estimativas ainda são preliminares, mas há pelo menos um dispositivo no código em tramitação que promove novos desmatamentos: a redução da reserva legal em Estados que tenham mais de 65% de sua área coberta por unidades de conservação e terras indígenas. Isso poderia levar ao desmatamento de 800 mil hectares somente no Amapá.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1016951
Os ministros de Meio Ambiente que chegam nesta semana a Durban para a fase final da COP-17, a conferência do clima da ONU, terão diante de si duas tarefas monumentais: além de evitar o aquecimento global, acabar com as guerras no mundo.
Essa ambição um tanto surreal é um dos itens do documento de 130 páginas produzido pelos diplomatas na primeira semana de negociações na África do Sul.
Daqui até sexta-feira, o catatau precisa ser transformado num "mapa do caminho" para o enfrentamento futuro da mudança do clima.
"Parar as guerras, defender vidas e cessar as atividades destrutivas protegerão o sistema climático", afirma o documento, que pede dos 190 países membros da Convenção do Clima das Nações Unidas a "garantia" de que as partes pararão suas guerras e direcionarão os recursos financeiros e os investimentos associados ao esforço global compartilhado de combater um inimigo comum: a mudança climática.
As boas intenções do texto --dedica três artigos aos "direitos da mãe Terra"-- estão longe de refletir o clima das negociações.
Na primeira semana, avançou-se pouco em Durban. O tamanho do documento que os ministros precisarão "editar" com suas decisões políticas é uma evidência disso, com previsões genéricas demais e nenhum acordo sobre a parte mais importante do processo: as metas de redução de emissões de CO2.
Porém, há "elementos suficientes para um resultado ambicioso em Durban", nas palavras do negociador do Brasil, André Corrêa do Lago.
O resultado esperado pode ser definido da seguinte forma: os países desenvolvidos cedem à vontade do G77 (o grupo das nações em desenvolvimento) e assinam a continuidade até 2020 do Protocolo de Kyoto, o único (e tímido) acordo internacional de proteção ao clima existente hoje em dia.
Essa segunda fase vigoraria mesmo sem grandes emissores como EUA, Canadá, Rússia e Japão.
O G77, por sua vez, concordaria com o estabelecimento de um novo acordo, a ser implementado em 2015 ou 2020, que obrigasse pobres e ricos a metas de redução de CO2.
A intenção da União Europeia, patrocinadora do novo pacto, é que a COP-17 defina acordo como "legalmente vinculante", ou seja, um instrumento com força de lei.
A definição do novo acordo seria um sucesso para a diplomacia, mas criaria um problema prático para o clima: as emissões globais precisam atingir o pico até 2020 e cair dramaticamente depois disso para que o mundo tenha alguma chance de limitar o aquecimento global ao nível considerado "seguro" de 2°C neste século.
Com um acordo que entrasse em vigor em 2020, isso não seria possível.
Mas até mesmo os ambientalistas admitem que haverá um "período de transição" nos próximos anos no qual Kyoto será o único tratado.
Kat Watts, especialista em mudança climática da ONG WWF, afirma que isso não significa que o clima ficará sem proteção.
"Existem os compromissos que os países em desenvolvimento assumiram em Copenhague", afirma, citando como exemplo a meta do Brasil de cortar até 39% de suas emissões em 2020 em relação ao que emitiria se nada fosse feito.
A questão agora é o que fazer com os EUA.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1016692
Levantamento divulgado pelo governo federal nesta segunda-feira (5) aponta que a taxa de desmatamento na Amazônia no último ano foi de 6.238 km2, o menor já registrado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) desde o início do monitoramento, em 1988.
A taxa refere-se ao período de agosto de 2010 a julho deste ano. Pará (2.870 km2), Mato Grosso (1.126km2) e Rondônia (869 km2) lideram a lista dos Estados que mais desmataram, embora o primeiro tenha sofrido uma redução na taxa de desmatamento de 15%. Já Rondônia registrou um aumento de 100% em relação à área desmatada em 2010.
"É algo que precisa ser esclarecido. Precisamos entender quais são as causas que estão determinando essa mudança de perfil", afirmou a ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
O acumulado de 2010 registrou 7.000 km2 de desmatamento --há dois meses, o valor foi revisado para cima. O governo divulgou um balanço inicial com uma estimativa de 6.450km2.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1016857
Dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), divulgados nesta segunda-feira, 28, apontam que a produção de etanol na safra 2011/12, até 15 de novembro, atingiu 19,9 bilhões de litros nas unidades sucroalcooleiras do Centro-Sul do Brasil, queda de 16,6% ante os 23,967 bilhões de litros de igual período da safra passada. Os dados mostram que produção do combustível na primeira quinzena de novembro totalizou apenas 751,2 milhões de litros, baixa de 25,47% ante igual quinzena da safra passada, quando a produção era de 1 bilhão de litros.
No acumulado da safra, a produção de anidro chegou a 7,785 bilhões de litros, alta de 12,75% ante os 6,9 bilhões de litros produzidos até 15 de novembro na safra 2010/2011. Já a produção de hidratado despencou 28,47% se comparados os mesmos períodos, de 17,06 bilhões de litros para 12,2 bilhões de litros.
As vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul do Brasil também apresentaram queda. Foram comercializados 13,66 bilhões de litros no acumulado da safra 2011/12, ou seja, entre o início de abril e a primeira quinzena de novembro deste ano, baixa de 17,93% ante o volume de igual período de 2010. Os dados, da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), mostram que, desse total, 5 bilhões de litros são de anidro e 8,66 bilhões de litros de hidratado.
Nos primeiros 15 dias de novembro, as vendas de etanol despencaram 17,7% ante igual período de 2010, de 1 bilhão para 827,9 milhões de litros. Do total vendido na primeira metade do mês, 125,72 milhões de litros foram ao mercado externo, e 702,2 milhões para o interno. Na quinzena, as vendas de anidro para o mercado interno somaram 255,20 milhões de litros e as de hidratado 477 milhões de litro.
A Unica informou também que produção de açúcar acumulada até 15 de novembro na safra 2011/2012 atingiu 30,49 milhões de toneladas, queda de 4,73% ante as 32 milhões de toneladas fabricadas pelas unidades produtoras do Centro-Sul em igual período da safra 2010/2011.
A Unica informou, ainda, que a na primeira quinzena de novembro a fabricação de açúcar atingiu 1,263 milhão de t, baixa de 13,75% sobre as 1,464 milhão de t produzidas em igual período de 2010.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/Qxfum
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) estuda suspender a cobrança de pequenas multas ambientais. O motivo são os altos custos dos processos judiciais, que superam o valor da maior parte das penalidades dessa categoria.
O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, afirmou na terça-feira que a proposta é transformar todos os autos de infração com multa de até R$ 2.000 em advertências, sem cobrança para o infrator.
A decisão beneficiaria pessoas físicas flagradas, por exemplo, com animais silvestres em cativeiro. Em caso de reincidência, contudo, a ideia é que a multa seja cobrada em dobro.
Segundo o Ibama, 95% das multas recolhidas pelo órgão são de até R$ 2.000.
A revisão se baseia em estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que mostra gasto mínimo de R$ 4.379 na tramitação administrativa de um auto de infração.
Com a decisão, cerca de R$ 100 milhões em multas deixariam de ser cobradas, referentes a 115 mil processos que estão em andamento atualmente no Ibama.
Trennepohl afirmou que a medida não é uma "anistia", e sim uma solução para cortar gastos e reduzir o acúmulo de processos administrativos no órgão.
A proposta será levada nos próximos dias para apreciação da presidente Dilma Rousseff pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a quem o Ibama está subordinado.
A medida é polêmica porque as pequenas infrações representadas pela posse de espécies nativas em cativeiro são "alimentadas" pelo tráfico de animais, considerado uma das principais ameaças à biodiversidade mundial.
Considera-se que o comércio ilegal de espécies selvagens só perca para o tráfico de drogas entre as atividades comerciais ilícitas, com lucros anuais de até US$ 20 bilhões.
É comum que vários indivíduos de uma espécie de interesse sejam mortos para que um ou dois cheguem a ser comercializados.
Esse é o caso dos grandes primatas, como chimpanzés, orangotangos e gorilas.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1014350
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse nesta quarta-feira (30) que o projeto de lei que reforma o Código Florestal só deve ser votado pelo plenário da Casa na terça-feira. A confirmação da análise da proposta ainda depende da votação e aprovação do requerimento do pedido de urgência para a matéria, prevista para a sessão da tarde de hoje.
A ideia dos líderes era quebrar prazos regimentais e colocar o texto em votação até amanhã. Mas o regimento da Casa aponta que o prazo tem que ser quebrado com acordo unanime dos líderes. O PSOL é contra a votação da matéria e derrubou ontem com uma manobra regimental a análise do requerimento de urgência, que garante prioridade na pauta.
Pelas regras, após a urgência, são necessárias duas sessões deliberativas para o projeto ser submetido aos senadores no plenário. "A votação vai ficar para terça-feira", disse Jucá.
Um fator complicador para a análise do código pode ser a análise da emenda que prorroga a DRU (Desvinculação das Receitas da União) até 2015, prioridade para o governo. Segundo a Mesa Diretora, o primeiro turno da emenda também já pode ocorrer na terça-feira. Jucá disse que ainda vai avaliar as votações. A DRU é um mecanismo que permite ao governo usar livremente 20% das receitas da União.
O Código Florestal impõe limites ao avanço da produção agrícola e da pecuária no país ao definir quais áreas podem ser ocupadas pelos proprietários rurais e quais devem ser obrigatoriamente preservadas.
Quando chegar ao plenário, pelo menos dois pontos devem concentrar os embates entre ruralistas e ambientalistas. A principal divergência é quanto a manutenção dos apicuns (parte dos manguezais) como APPs (áreas de proteção permanente). Nesse bioma, ocorre a produção de camarão.
O governo defende a permanência dos mangues como APP. A bancada do Nordeste, que tem apoio dos ruralistas, não aceita.
Outra questão polêmica é em relação a consolidação de atividades rurais em bacias bacias hidrográficas mais ameaçadas. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) propõe que os comitês de bacia tenham prerrogativa de decidir o aumento de percentuais de proteção dessas áreas. Os ruralistas reclamam que isso dá poder demais para os comitês, formados por representantes dos Estados, municípios e sociedade civil.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1014350
O aumento na temperatura tornou 2011 o décimo ano mais quente desde 1850, quando os cientista passaram a mediar o clima mundial, segundo a WMO (World Meteorological Organization).
O relatório da agência de meteorologia ligada à ONU, que fornece um panorama no planeta, indica também que a extensão do gelo ártico é o segundo menor.
Os dados, divulgados nesta terça-feira durante a COP-17 (17ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), mostram que a temperatura sofreu uma pequena redução pela ação do La Niña, fenômeno que costuma provocar o resfriamento das águas do oceano Pacífico, mas ainda assim 2011 foi considerado quente para os padrões.
"Nossa ciência é sólida e prova inequivocadamente que o mundo está se aquecendo, e esse aquecimento é em razão da atividade humana", comentou o secretário-geral da WMO, Michel Jarraud.
Jarraud acrescentou que as emissões de gases-estufa estão em seus níveis mais altos, fazendo com que haja um aumento de 2 a 2,4 graus Celsius na temperatura global.
Segundo estimam cientistas, esse cenário pode levar a mudança profundas e irreversíveis do planeta Terra, da sua biosfera e de seus oceanos.
A WMO também alertou para o degelo que ocorre no Ártico. Em 9 de setembro deste ano, a área do gelo chegou ao patamar de 4,33 milhões de quilômetros quadrados.
O número é 35% inferior à média registrada entre 1979-2000 e um pouco mais do que o recorde mais baixo já registrado em 2007.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1013671
Um aumento nas ondas de calor, chuvas mais intensas, enchentes e ciclones mais fortes, além de deslizamentos de terra e secas mais severas, devem ocorrer neste século no mundo todo, em decorrência do aquecimento do clima na Terra, disseram em Uganda cientistas da ONU nesta sexta-feira.
O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), da ONU, pediu com urgência aos países que elaborem planos para uma reação a desastres, visando a adaptação ao crescente risco de eventos climáticos extremos ligados às mudanças climáticas provocadas pelo ser humano.
Mudança do clima provocará chuvas mais intensas; na foto, menino em área alagada em Bangcoc, na Tailândia
O relatório apresenta probabilidades diferentes para eventos climáticos extremos com base nos cenários das futuras emissões de carbono, mas a questão principal é que o clima extremo deve aumentar.
"É praticamente certo que aumentos na frequência e na magnitude de temperaturas diárias quentes (...) ocorrerão no século 21 em escala global", cita o IPCC. "É muito provável que a duração, frequência e/ou intensidade das fases quentes, ou ondas de calor, aumentem."
Representantes de quase 200 países se reunirão na África do Sul no próximo dia 28 para conversar sobre o clima, tendo como provável resultado um passo apenas modesto rumo a um acordo mais amplo para o corte de emissões de gases de efeito estufa para combater as mudanças climáticas.
A ONU e a AIE (Agência Internacional de Energia) e outras entidades dizem que as promessas globais para cortar as emissões de CO2 e outros gases de efeito estufa não são suficientes para impedir um aumento na temperatura do planeta em até 2 graus Celsius.
Segundo cientistas, ultrapassar esse limite geraria riscos de um clima instável em que os extremos climáticos podem se tornar mais comuns e a produção de alimentos mais difícil.
As emissões mundiais de carbono subiram para uma quantidade recorde em 2010, seguindo a recessão econômica.
De acordo com o relatório do IPCC, o aumento nos níveis dos mares é uma preocupação para pequenas ilhas-Estado, disse o relatório.
A previsão era de que secas, provavelmente a maior preocupação do mundo --considerando o aumento na população que precisará ser alimentada-- vão aumentar.
"Existe uma confiança média de que as secas irão se intensificar no século 21 (...) devido à menor precipitação e/ou um aumento na evapotranspiração". As regiões listadas são o sul da Europa e a região do Mediterrâneo, na Europa central, a região central da América do Norte, a América Central e o México, o Nordeste brasileiro e o sul da África.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1008553
Até o final deste século, a temperatura global pode sofrer um aumento entre 3 e 6 graus centígrados se for mantida a tendência atual, alerta a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) nesta quinta-feira. Mas ainda há tempo para que esse cenário com graves consequências seja evitado com um custo de ação limitado.
Esse é o principal conteúdo de um relatório sobre a mudança climática divulgado pela OCDE às vésperas da conferência de Durban, que começa na próxima segunda-feira (28) em Durban, na África do Sul. A organização pede aos governos que se engajem em torno de um acordo internacional.
"Os custos econômicos e as consequências ambientais da ausência de ação política na mudança climática são significativas", advertiu o secretário-geral do organismo, Ángel Gurría, durante a apresentação do estudo.
Concretamente, as medidas para modificar, sobretudo, o panorama energético que se espera para 2050 e a redução das emissões de efeito estufa em 70% custariam 5,5% do PIB (Produto Interno Bruto) --um número que os autores do relatório relativizaram em entrevista à imprensa, ao ressaltarem que significaria que o crescimento da economia mundial nos quatro próximos decênios seria de 3,3% ao ano, em vez de 3,5%, um corte de dois décimos.
O relatório destacou que não alterar as políticas atuais geraria prejuízos ambientais que afetariam muito mais a economia. O relatório Stern de 2006 havia antecipado perdas permanentes do consumo por habitante superiores a 14%.
A OCDE advertiu que, sem novas políticas de contenção das emissões de efeito estufa, as energias fósseis seguirão mantendo seu peso relativo atual, de 85% do total, o que conduziria a um volume de concentração na atmosfera de 685 partes de dióxido de carbono (CO2) ou equivalentes por milhão, muito longe das 450 que os cientistas consideram que permitiriam limitar o aquecimento climático global a dois graus centígrados.
Para o órgão, um ponto relevante é estabelecer "um preço significativo" das emissões de CO2 para induzir à mudança tecnológica, mas também a fixação de metas de diminuição de emissões "claras, críveis e mais restritivas" com as quais "todos os grandes emissores, setores e países" precisarão se comprometer.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1011341
O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter a suspensão da lei que proíbe o uso das sacolinhas plásticas nos supermercados e no comércio varejista da cidade de São Paulo.
Com a lei sancionada em maio pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD), as sacolinhas plásticas deveriam ser banidas do supermercados da cidade a partir de 1º de janeiro de 2012, tempo dado para os estabelecimentos comerciais adaptarem seus procedimentos de embalagem.
A decisão de suspender a lei foi do desembargador Luiz Pantaleão, que atendeu ainda em junho ao pedido de liminar feito pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico. O argumento é que, além de ineficaz, a lei contraria o direito do consumidor de levar os produtos comprados no comércio.
A Prefeitura de São Paulo recorreu da decisão no Tribunal de Justiça de São Paulo, que só agora considerou improcedente as alegações e decidiu manter a liminar dada ao sindicato.
Segundo a prefeitura, a Procuradoria do Município vai recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal.
Mesmo que não consiga suspender a decisão até janeiro, os principais supermercados de São Paulo fizeram um "acordo de cavalheiros" para banir o uso das sacolinhas plásticas no Estado a partir de 2012.
Costurado pela Apas (Associação Paulista dos Supermercados) no início do ano, o acordo foi visto como alternativa para contornar os questionamentos jurídicos previstos para a nova lei.
Em outras 20 cidades, o Sindicato da Indústria de Material Plástico teve sucesso ao entrar na Justiça com a ação semelhante para impedir a proibição do uso das sacolinhas plásticas.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1011265
Às vésperas de uma nova cúpula da ONU sobre o problema da mudança climática, hackers anônimos voltaram a colocar na internet milhares de e-mails de climatologistas, surrupiados dos servidores da Universidade de East Anglia (Reino Unido).
É exatamente o roteiro seguido pelos hackers dois anos atrás, no primeiro "Climagate", como ficou conhecido o escândalo dos e-mails.
Para os responsáveis pela divulgação das mensagens, elas deixavam claro que os cientistas do clima manipularam e ocultaram dados para fortalecer a ideia de que o aquecimento global é uma ameaça de grandes dimensões, causada pelo homem.
O servidor onde foi hospedada a nova leva de e-mails estava fora do ar ontem à noite. No entanto, trechos das mensagens já tinham sido reproduzidos em blogs internacionais céticos em relação ao aquecimento global.
Nos trechos, os cientistas mostram dúvidas sobre as conclusões de pesquisas sobre mudança climática e relutância em divulgar dados brutos para o público, temendo dar munição para os que questionam a existência do aquecimento. Investigações no primeiro "Climagate" inocentaram os cientistas.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1010714
A quantidade de gases do efeito estufa alcançou um novo recorde em 2010 e aumentou mais rapidamente no ano passado do que na média das últimas décadas.Os dados constam no boletim anual sobre gases do efeito estufa da OMM (Organização Meteorológica Mundial), agência da ONU, publicado nesta segunda-feira.
A concentração dos gases do efeito estufa que permanecem por mais tempo na atmosfera --o dióxido de carbono (CO2), o metano e o óxido nitroso-- se expandiu 39 vezes desde a época pré-industrial.
Houve uma alta de 39% de dióxido de carbono, 158% de metano e 20% de óxido nitroso, segundo o relatório da organização, divulgado em Genebra.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no1009625
A pesquisa Emissão de Relatórios de Responsabilidade Corporativa 2011, da empresa global de auditoria KPMG, apontou que o Brasil é o país do Bric - formado, também, por Rússia, Índia e China - que possui o maior número de empresas que emitem relatório de sustentabilidade, prestando contas a respeito das ações de responsabilidade socioambiental que realizam.
De acordo com o estudo, cerca de 88% das empresas brasileiras emitem o documento - na última pesquisa, realizada em 2008, o índice era de 78% -, contra 60% das companhias chinesas, que aparecem em segundo lugar no ranking do Bric. Em seguida, está a Rússia, com 58%, e a Índia, que aparece em último lugar por ter, apenas, 20% de suas empresas emitindo relatórios de sustentabilidade.
Os números ainda garantiram ao Brasil o sexto lugar no ranking global de países com o maior número de empresas que incluem os relatórios de sustentabilidade em suas estratégias corporativas. O país ficou a frente de nações como Estados Unidos, Finlândia, Holanda e Canadá. O Reino Unido ocupa a primeira colocação do ranking, com 100% de suas empresas comprometidas em emitir o documento de responsabilidade socioambiental.
Ainda segundo a pesquisa, a maioria das empresas, cerca de 80%, levam em conta o padrão internacional GRI - Global Reporting Initiative na hora de relatar suas ações socioambientais para empresários e consumidores.
O estudo Emissão de Relatórios de Responsabilidade Corporativa 2011 analisou as maiores empresas de 34 países, atuantes em 15 diferentes setores industriais.
Fonte: Planeta sustentável
Site: http://goo.gl/ngVeE
O Conselho Monetário Nacional aprovou hoje, em reunião extraordinária, quatro votos que estabelecem as condições para a renegociação das dívidas dos pequenos produtores rurais atendidos pelas linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. Os produtores poderão renegociar até R$ 30 mil por dez anos, a taxa de 2% ao ano.
As medidas irão contemplar tantos os produtores inadimplentes como aqueles que estão com a prestação em dia, mas enfrentam dificuldades financeiras para efetuar o pagamento. Os produtores adimplentes terão até o dia 29 de fevereiro do próximo ano para aderir ao programa, enquanto os devedores terão até fevereiro de 2013 para avaliar se têm condições de renegociar as dívidas.
O secretário-adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, explicou que a inclusão dos adimplentes na renegociação se deve à orientação da presidente Dilma Rousseff, para não haver favorecimento aos devedores. Ele diz que a expectativa é que as renegociações cheguem a R$ 2 bilhões, envolvendo operações de risco para os bancos e de recursos do Tesouro. Ele estima que a demanda por parte dos produtores adimplentes seja baixa e deve se restringir aos mutuários que têm vários contratos e por isso irão optar pela composição da dívida em uma só operação.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/u73pT
O desmatamento na Amazônia caiu 43% em setembro comparado com o mesmo mês do ano passado. Os dados são do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e foram divulgados nesta segunda-feira pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Segundo o sistema Deter, que detecta desmatamento em tempo real usando satélites, a devastação na região amazônica em setembro foi de 254 hectares, contra 448 hectares em 2010.
"É o menor [desmate em] setembro da história", disse a ministra, em alusão ao início da série de dados do Deter, em 2004. "Não tivemos um setembro negro, tivemos um setembro verde."
No acumulado de janeiro a setembro, o Deter viu empate técnico em relação ao mesmo período do ano anterior: 1.835 km2 em 2011 contra 1.862 km2 em 2010, uma queda de 1,5%. Mato Grosso e Rondônia foram os únicos Estados que mostraram uma elevação no período -- no caso matogrossense, de expressivos 72%.
A alta reflete a disparada no período de abril a maio, quando a perspectiva de uma anistia induzida pelo debate do Código Florestal na Câmara dos Deputados, aliada a uma lei de zoneamento benevolente em Mato Grosso, animou o setor produtivo a desflorestar.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no999434
Após uma alta de 34% na safra 2010/2011, a renda do produtor agrícola deve seguir o ritmo da freada nos preços das commodities agrícolas e crescer apenas 1,2% na safra 2011/2012, na avaliação do Banco Bradesco. "O crescimento será menor, mas será sobre uma base muito maior do que era antes, ou seja, o faturamento continuará alto", disse o superintendente executivo do Bradesco, Rui Pereira Rosa.
Segundo ele, o banco deve financiar R$ 9,3 bilhões em recursos para a safra 2011/2012, como repassador de recursos disponibilizados pelo BNDES. O volume é 6,9% superior aos R$ 8,7 bilhões disponibilizados pela instituição financeira na safra passada, de acordo com o executivo, que participa do seminário "Planejamento Estratégico 2012", da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em Ribeirão Preto (SP).
O superintendente executivo do Bradesco avaliou que a grande dificuldade de ampliar o financiamento por parte dos bancos é o custo de captação de recursos não controlados pelo BNDES. De acordo com Rosa, enquanto a taxa Selic limita esses financiamentos a pelo menos 11,5% de juros ao ano, as linhas subsidiadas pelo BNDES estão entre 6,5% e 6,75% ao ano. "É necessária a mudança no perfil de aplicação financeira do País para acabar com esse problema da captação de recursos", concluiu.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/WRloD
Conhecido como "o rei da soja", o argentino descendente de ucranianos Gustavo Grobocopatel, 49, comanda uma empresa que fatura US$ 900 milhões ao ano exportando grãos.
Presente na Argentina, no Brasil, no Uruguai e no Paraguai (com 3 milhões de toneladas de grãos por ano), o grupo Los Grobo foi criado há 28 anos por Gustavo e seu pai.
Em entrevista a Lucas Ferraz e Sylvia Colombo na edição da Folha desta sexta-feira, Grobocopatel afirma que fazer negócio com o Brasil não é fácil, por conta das diferenças de impostos e de leis entre os Estados.
"A estrutura tributária do Brasil é alta e muito complexa, por causa das diferenças entre os Estados. Cada Estado tem uma particularidade, uma legislação, uma maneira de investir. Por exemplo, é muito complicado plantar em um Estado e querer processar o produto em outro", diz.
Sobre uma possível desaceleração da China, não é catastrofista. Pensa que é bom que o país asiático cresça menos, porque ficaria difícil atender a demanda daqui para frente.
Homem grande e de fala tranquila, dedica-se em suas horas livres à fotografia e à música folclórica argentina. "Adoro cantar", afirma
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no998000
Um comitê da ONU concluiu o esboço de um fundo destinado a ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem a mudança climática, o que permitirá o seu lançamento em 2013, disse nesta sexta-feira a principal dirigente da ONU para questões climáticas.
Países de todo o mundo decidiram no ano passado criar o Fundo do Clima Verde de modo a canalizar até 2020 em torno de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 117 bilhões) por ano para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem a mudança climática global.
Um comitê internacional encarregado de moldar o fundo se reuniu nesta semana na África do Sul, mas algumas organizações acusaram os Estados Unidos e a Arábia Saudita de atrapalharem o processo.
Negociadores de todo o mundo vão discutir e eventualmente aprovar o modelo em uma cúpula climática no mês que vem em Durban --na qual praticamente não há mais chance de que seja selado um novo tratado climático de cumprimento obrigatório, para vigorar a partir de 2013 no lugar do Protocolo de Kyoto.
"O comitê encerrou seu trabalho submetendo à consideração e à aprovação em Durban tanto um esboço de instrumento para o Fundo do Clima Verde quanto recomendações sobre os acordos transitórios para que ele seja lançado", disse Christiana Figueres, secretária-executiva da Convenção Quadro da ONU para a Mudança Climática, em declaração transmitida por email à Reuters.
A proposta, segundo ela, "inclui um forte sinal para envolver o setor privado, e uma sólida base para desenvolver operações impulsionadas pelos países por meio de acesso direto às verbas".
"Uma vez aprovada em Durban, [as recomendações] permitirão que o fundo cresça bem rapidamente, especialmente com a melhora do ambiente financeiro, e estaria aberto o caminho para um estabelecimento bastante rápido do fundo em 2012, e para operações iniciais plenas em 2013," acrescentou ela.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no994585
Um estudo feito pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostra que o agronegócio é a atividade que mais gera emprego e paga melhor os trabalhadores do Estado. Segundo o Imea, informações que constam da Relação Anual de Informações Sociais (Rais/MTE) mostram que as atividades relacionadas ao agronegócio - incluindo fazendas, indústria, comércio e serviços - responderam por 23,38% do total de empregos em Mato Grosso no ano passado. Em seguida estão comércio em geral (22,89%), serviços (22,25%) e administração pública (19,93%).
No estudo, o Imea constatou que o número de empregos formais gerados pelo setor agropecuário em Mato Grosso cresceu 37,6% entre 2006 e 2010, passando de 64.170 para 88.300. O destaque foi a criação de vagas para os cargos de gerência, que aumentou em 42,1%. O número de trabalhadores rurais contratados cresceu 30,8%. A contratação de engenheiros agrônomos, veterinários e outras profissões de nível superior afins avançou 26,1%. O número de técnicos agrícolas, florestais e pecuários cresceu 15,8%.
Em relação à remuneração, o estudo mostra que os profissionais dos cargos de gerência nas indústrias ligadas ao agronegócio receberam no ano passado em média salário mensal de R$ 3.139 e nas fazendas R$ 2.285. Ambos os valores são maiores que na indústria em geral, onde a remuneração dos gerentes foi de R$ 2.240, e no comércio, R$ 1.909. No caso dos trabalhadores de cargos mais baixos, o salário médio nas agroindústrias foi de R$ 1.109 e no campo R$ 980. Na indústria em geral a remuneração dos trabalhadores foi de R$ 921 e no comércio R$ 900.
O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, diz que os números refletem a importância do agronegócio na economia estadual. Ele observa que os dados do governo federal mostram que em nível nacional o número de empregos no setor agropecuário teve queda de 1,26%, mas em Mato Grosso houve aumento de 5,3%.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/pnSl0
A EBX, do empresário Eike Batista, informou nesta segunda-feira, 24, que firmou parceria com a o grupo egípcio Orascom Construction Industries (OCI), com a intenção de construir um complexo de produção de fertilizantes no polo industrial do Porto do Açu, no litoral fluminense. Segundo nota da companhia, o conglomerado egípcio é um dos maiores operadores do setor. As duas empresas planejam "um complexo integrado estado-da-arte" para a produção de fertilizantes nitrogenados na área industrial do porto, um dos principais projetos de Eike.
"O complexo de fertilizantes deverá ter até 3 milhões de toneladas por ano de capacidade e produzir um portfólio diversificado de fertilizantes nitrogenados. O investimento total estimado nas fases previstas para esse projeto poderá alcançar US$ 3 bilhões, restando claro que o projeto estará sujeito aos mais elevados padrões ambientais", informou a nota da EBX.
Os dois grupos pretendem formar uma joint-venture, cuja concretização estará suejeita a um processo de due diligence e elaboração da documentação final, bem como todas as aprovações societárias e regulatória aplicáveis, informou a EBX.
O Porto do Açu está sendo construído pela LLX, empresa da área de logística do grupo de Eike Batista que tem atraído indústrias para o entorno do empreendimento para aproveitar vantagens logísticas. No caso da indústria de fertilizantes, as vantagens estariam na proximidade com as áreas de produção de petróleo e a conexão com ferrovias e rodovias para a distribuição dos produtos para áreas agrícolas.
"Prevê-se que o gás natural necessário para o projeto poderá ser fornecido conforme condições e práticas de mercado pelos principais produtores, tais como a OGX, empresa de óleo e gás Grupo EBX", diz a EBX.
Segundo a nota da EBX, Nassef Sawiris, presidente da OCI, declarou que estar satisfeito com a parceria. "Este projeto industrial irá transformar a nossa presença no mercado brasileiro de fertilizantes. A OCI visa a aumentar a sua presença no mercado brasileiro, atualmente apenas como importador, assumindo, por meio desse investimento, um compromisso de longo prazo com a economia brasileira."
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/aj7ut
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, avaliou nesta quarta-feira, 19, que o País precisa montar uma estratégia integrada para o fomento da atividade pecuária no País. Segundo ele, há um excesso de capacidade nos frigoríficos e grande demanda no mercado asiático, mas a oferta de proteína ainda está aquém da ideal.
"Precisamos fomentar a pequena pecuária para que ela possa aumentar a sua produtividade. Isso requer programas de expansão de matrizes, de recuperação de pastagens e um programa fitossanitário para escapar das barreiras", disse Coutinho em audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. "Temos imenso interesse nessa agenda. Entendemos que o setor representa grande oportunidade econômica para empresas brasileiras no mercado mundial", completou.
Coutinho argumentou que a crise pela qual o setor frigorífico nacional passou nos anos de 2008 e 2009 não teve relação direta com as aquisições no segmento realizadas pelo banco de fomento. "Duas empresas apresentaram problemas e isso culminou com a redução da participação do banco a duas companhias. Não acho adequado associar a crise do setor às operações feitas pelo BNDES. O que ocorreu foi uma super expansão da capacidade do setor, com recursos privados, que foi fortemente atingida pela crise de 2008", alegou.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/5iw2q
O Brasil está fazendo mais obras de infraestrutura, mas está investindo menos recursos para proteger ambientes naturais impactados por elas.
A conclusão é de uma análise de economistas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Eles calculam que a proporção do orçamento do Ministério do Meio Ambiente no bolo da infraestrutura caiu de quase 6% para 2% nos últimos oito anos.
Segundo Carlos Eduardo Young e André Santoro, a verba para a pasta, excluída a folha de pagamento, tem se mantido estagnada em cerca de R$ 500 milhões pelo menos desde o ano 2000.
As dotações de outras pastas, como Transporte e Cidades, porém, explodiram: a primeira viu seus recursos crescerem 257% entre 2000 e 2010; a última, 558%.
A distorção se agravou após o início do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), em 2007. "Não há nenhuma indicação de geração de recursos para o Ministério do Meio Ambiente, mesmo este sendo parte fundamental do setor", escreve a dupla.
Mesmo quando são considerados os gastos ambientais de outros setores do governo --por exemplo, ações de despoluição da baía da Guanabara, a cargo do Ministério das Cidades-, Young e Santoro apontam estagnação: somadas, as verbas para controle e preservação ambiental do governo não chegaram a R$ 300 milhões em 2010.
O resultado, afirmam, é uma má gestão ambiental dos novos projetos. Após o PAC, a criação de novas áreas protegidas estagnou. E as que existem não encontram recursos para sua regularização fundiária --como a Folha mostrou em março, existe uma área equivalente à do Paraná em propriedades e posses privadas dentro de unidades de conservação.
"A criação de unidades de conservação depende de recursos pesados", afirmou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani. Ele admite que o Brasil "está devendo" nesse quesito.
Gaetani afirma que para 2012 houve um "aumento substancial" dos recursos para a pasta, mas diz que dinheiro só não resolve os problemas do ministério. "Mais do que orçamento, nosso problema é de gente", prossegue.
De acordo com Gaetani, as atribuições do ministério cresceram nos últimos anos, sem que houvesse aumento correspondente no quadro. Desde 2009 tramita na Câmara um projeto de lei para ampliação do quadro de analistas ambientais do Ibama e do Instituto Chico Mendes.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/VemyS
A FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) afirmou nesta quarta-feira (19) que o surto de infecção por uma bactéria encontrada em melões foi causado por contaminação durante a embalagem das frutas.
Até agora, 25 pessoas morreram nos EUA, desde julho, em consequência da infecção pela bactéria listeria.
Investigadores do governo americano encontraram equipamentos contaminados no setor de embalagem da fazenda Jensen, no Colorado, onde foram produzidos os melões.
Os equipamentos foram comprados em julho, o mesmo mês em que o surto começou. As máquinas estavam sujas e com sinais de corrosão e foram usadas previamente para lavar e secar batatas. Segundo o relatório da agência americana, a listeria pode ter chegado ao equipamento por causa de seu uso anterior.
A contaminação não seria problema no caso da batata, que quase nunca é consumida crua. O cozimento mata a bactéria.
O CDC (Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) informa que 123 pessoas foram contaminadas no surto, incluindo as 25 que morreram. É o pior surto conhecido de doenças transmitidas por alimentos nos EUA desde 1985.
Os melões contaminados foram recolhidos do mercado americano em setembro, mas o número de doentes pode continuar a crescer, uma vez que sintomas de listeriose podem levar até dois meses para aparecer. Barbara Mahon, do CDC, disse que os casos de contaminação atingiram o pico de meados de agosto a setembro, mas que o governo vai continuar a acompanhar a situação por pelo menos mais duas semanas.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no993573
Depois de prometer eliminar um programa de subsídios agrícolas de US$ 5 bilhões por ano, proposta que foi comemorada pelo Brasil, o Congresso dos Estados Unidos se prepara agora para substituí-lo por uma lei de ajuda aos agricultores que é mais nociva ao comércio e vai contra as regras da Organização Mundial do Comércio.
Na semana passada, senadores e a Casa Branca alinhavaram acordo para reduzir o programa de subsídios agrícolas e, dessa forma, diminuir o deficit do Orçamento, informaPatrícia Campos Mello.
A eliminação da ajuda aos agricultores era bem-vista por vários países, prejudicados pelos subsídios que distorcem os preços internacionais de produtos exportados pelo Brasil, como algodão.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no992930
O Brasil está fazendo mais obras de infraestrutura, mas está investindo menos recursos para proteger ambientes naturais impactados por elas.
A conclusão é de uma análise de economistas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Eles calculam que a proporção do orçamento do Ministério do Meio Ambiente no bolo da infraestrutura caiu de quase 6% para 2% nos últimos oito anos.
Segundo Carlos Eduardo Young e André Santoro, a verba para a pasta, excluída a folha de pagamento, tem se mantido estagnada em cerca de R$ 500 milhões pelo menos desde o ano 2000.
As dotações de outras pastas, como Transporte e Cidades, porém, explodiram: a primeira viu seus recursos crescerem 257% entre 2000 e 2010; a última, 558%.
A distorção se agravou após o início do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), em 2007. "Não há nenhuma indicação de geração de recursos para o Ministério do Meio Ambiente, mesmo este sendo parte fundamental do setor", escreve a dupla.
Mesmo quando são considerados os gastos ambientais de outros setores do governo --por exemplo, ações de despoluição da baía da Guanabara, a cargo do Ministério das Cidades-, Young e Santoro apontam estagnação: somadas, as verbas para controle e preservação ambiental do governo não chegaram a R$ 300 milhões em 2010.
O resultado, afirmam, é uma má gestão ambiental dos novos projetos. Após o PAC, a criação de novas áreas protegidas estagnou. E as que existem não encontram recursos para sua regularização fundiária.
"A criação de unidades de conservação depende de recursos pesados", afirmou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani. Ele admite que o Brasil "está devendo" nesse quesito.
Gaetani afirma que para 2012 houve um "aumento substancial" dos recursos para a pasta, mas diz que dinheiro só não resolve os problemas do ministério. "Mais do que orçamento, nosso problema é de gente", prossegue.
De acordo com Gaetani, as atribuições do ministério cresceram nos últimos anos, sem que houvesse aumento correspondente no quadro. Desde 2009 tramita na Câmara um projeto de lei para ampliação do quadro de analistas ambientais do Ibama e do Instituto Chico Mendes.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no991470
A seca extrema na região amazônica de julho a setembro de 2010 causou redução da área de floresta e a liberação de 1,8 bilhão de toneladas de gás carbônico para a atmosfera --mais do que a emissão anual de CO2 da Índia no mesmo ano.
A partir de imagens de satélite indicando o quão verde estava a floresta, combinadas com simulações computacionais do ciclo do carbono, Christopher Potter, pesquisador do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa (agência espacial dos EUA), apresentou um cenário preocupante para o ecossistema da região.
Em estudo publicado na revista científica "Environmental Research Letters", Potter e colaboradores mostraram que essa foi a pior seca da história recente da floresta amazônica.
Os efeitos dessa falta de chuva, segundo eles, são "basicamente equivalentes aos efeitos combinados do desmate e dos incêndios".
Por volta de 40% da área desflorestada da Amazônia teve pouca chuva no período. O nível da água do rio Negro no porto de Manaus foi o mais baixo já registrado em cem anos de acompanhamento.
A diminuição do aprisionamento de CO2 atmosférico pelas plantas e o aumento de sua liberação na decomposição das que morreram foram as consequências ecológicas abordadas no estudo.
As áreas mais afetadas foram as porções florestais da Colômbia, do Equador, do Acre e do oeste do Amazonas Por um lado, os autores dizem que parte disso pode ser recuperada lentamente a partir da chegada de chuvas, assim como ocorreu com a seca de 2005, a maior até então.
Por outro lado, segundo as previsões dos modelos, esse aumento de secas severas, em parte fruto do desmatamento e das mudanças climáticas, pode sair do controle e levar a Amazônia ao colapso.
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no988946
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou nesta quinta-feira a prorrogação por mais um ano da moratória da soja, acordo pelo qual as principais empresas comercializadoras o grão se comprometem a não comprar soja de novas áreas desmatadas na Amazônia.
Em vigor desde 2006, a moratória será prorrogada até janeiro de 2013, apesar de a área desmatada para o cultivo da soja ter quase dobrado neste ano em relação ao ano passado.
Izabella afirmou que o desmatamento é "residual" e que a situação já está "controlada". E voltou a culpar pelo pico na devastação a discussão sobre a reforma no Código Florestal na Câmara, no primeiro semestre, que criou no setor produtivo uma expectativa de anistia a desmates ilegais.
"Para a gente foi importante a continuidade da moratória, porque ela diminui a fonte de pressão sobre o Código Florestal no Congresso", disse Paulo Adário, do Greenpeace. Segundo ele, a moratória funciona como uma sinalização para os senadores que hoje analisam a reforma na lei florestal que um grupo importante do agronegócio exportador não quer mais desmatamento.
O aumento no desmate para soja neste ano, porém, causou uma crise interna no GTS (Grupo de Trabalho da Soja), formado por Ministério do Meio Ambiente, Abiove, Anec (Associação Nacional das Exportadoras de Cereais) e ONGs como Greenpeace, WWF e The Nature Conservancy.
As ONGs pressionaram as associações empresariais a exigirem dos produtores de quem compram soja o chamado CAR (Cadastro Ambiental Rural), por meio do qual as fazendas disponibilizam uma imagem de satélite de suas áreas de floresta e tornam-se visíveis ao monitoramento.
A Abiove, por sua vez, teme endurecer demais as regras e afastar os produtores. Apesar de um grupo de grandes compradores de soja da Europa (entre eles McDonald's, Marks and Spencer e Carrefour) já ter declarado na semana passada que faz questão do CAR, o mercado chinês, que não tem exigências ambientais, pode atrair os agricultores.
A solução encontrada foi iniciar um "programa de incentivo" voluntário ao CAR entre os produtores de soja, que começará com "cursos, treinamentos e dias de campo para ensinar o produtor a estruturar o processo do CAR".
"Não podemos vincular o CAR à compra da soja num primeiro momento, porque, para conseguir o CAR, [o produtor] tem de estar em ordem com uma série de atribuições burocráticas", disse Carlo Lovatelli, presidente da Abiove. "Não depende só de nós."
Fonte: Folha Online
Site: http://folha.com/no990108
Os efeitos do desmatamento na nova fronteira agrícola do cerrado --formada pelo Maranhão, Tocantins, Piauí e pela Bahia-- são menos conhecidos e estudados pela ciência do que em outras áreas do bioma.
Os quatro Estados formam a parte norte do cerrado, batizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento como Matopiba.
O Laboratório de Ecologia e de Ecossistemas da UnB (Universidade de Brasília) está fazendo um levantamento sobre os artigos científicos que tratam do estoque e fluxo de carbono, e também de nitrogênio e fósforo --elementos químicos importantes para a incorporação de carbono na vegetação.
Das 105 localidades estudadas, apenas três estão no Matopiba; 54 em outras áreas do cerrado; 20 na Amazônia; 13 nos pampas; 12 na mata Atlântica; e quatro na caatinga.
O dado é preliminar e diz respeito a 91 artigos científicos levantados até agora, mas indica que há menos conhecimento sobre os efeitos da degradação ambiental na região que, segundo o Ministério da Agricultura, deverá assistir nesta década a um avanço na produção de algodão, frango, carne bovina e soja, além de celulose e papel.
O motivo da atração pelo Matopiba é o preço das terras, mais baratas do que, por exemplo, áreas de Mato Grosso e de Goiás, onde já há intensa atividade agropecuária.
Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia foram responsáveis por 65% do desmatamento do cerrado verificado pelo Ministério do Meio Ambiente entre 2009 e 2010, o equivalente a 4.200 quilômetros quadrados. O bioma é um dos mais ameaçados do país.
Em 2010, já havia perdido 48,5% da cobertura original --cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados. O desmatamento é a principal causa de emissão de dióxido de carbono no Brasil, que provoca a diminuição da camada de ozônio e as mudanças climáticas.
De acordo com a coordenadora-geral de Gestão e Ecossistemas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Mercedes Bustamante, também professora do Departamento de Ecologia da UnB, a exploração do cerrado ao Norte poderia ser diferente da que se fez na parte ao Sul, mas por enquanto não há uma "cesta de incentivos positivos" para evitar o desmatamento incontrolado, como a dedução de encargos, os incentivos tecnológicos para o aumento de produtividade e o pagamento de serviços ambientais.
O Poder Público, segundo a coordenadora, tem menos recursos para proteger o cerrado (como unidades de conservação e extensas áreas de preservação obrigatória) do que para a Amazônia. Na região, com muitas propriedades privadas rurais, é preciso dialogar com o agronegócio. "Se não trouxer o setor produtivo, como vamos racionalizar o uso das águas?", pergunta.
O pesquisador do Laboratório de Ecologia de Ecossistemas da UnB, Alexandre de Siqueira Pinto, explica que a destruição da vegetação no cerrado é fundamental para o regime de chuvas e mesmo uma área não degradada pode sentir os efeitos da destruição.
Ele lembra que o desmatamento diminui a capacidade de absorção da água pelas plantas, o que reduz a evaporação, afetando o ciclo hidrológico e a capacidade de absorção de carbono. "O carbono não existe independentemente de outros fatores", salienta.
A pesquisa sobre o cerrado envolve cerca de 15 pesquisadores da UnB, da UFG (Universidade Federal de Goiás) e da Universidade de New Hampishire (Estados Unidos) e faz parte do INCT (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia) para Mudanças Climáticas --uma rede com mais de 90 grupos de pesquisa de 65 instituições e de universidades brasileiras e estrangeiras, com mais de 400 participantes.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/gmjpx
O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária cresceu 4,85% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período de 2010, informa nesta segunda-feira, 10, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Os dados fazem parte de estudo elaborado em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). O incremento se deve à maior produção e à elevação dos preços médios de alguns produtos agrícolas, como algodão, café, milho, laranja, soja e carne bovina. Em junho, o PIB do setor aumentou 0,61%.
A avaliação da CNA e do Cepea aponta que o segmento agrícola vem impulsionando o bom desempenho do setor básico, enquanto as taxas de crescimento da pecuária, ainda que positivas, acabam por frear o ritmo de crescimento da agropecuária. O crescimento agrícola foi de 0,90% em junho, o que ampliou para 6,75% o desempenho positivo no ano. Na pecuária, o crescimento ao longo de 2011 foi menos expressivo, mas também positivo, com taxas de expansão de 0,22% em junho, e de 2,43% no acumulado dos seis primeiros meses do ano.
As estimativas de preços e de produção também influenciaram de forma positiva na previsão para o Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária, que deve crescer 12,9% em 2011, considerando as projeções de agosto. O faturamento obtido com a venda de 25 produtos agropecuários deverá somar R$ 293,9 bilhões no ano, superando os R$ 260,2 bilhões de 2010. Separado por segmento de produção, a previsão é de que o VBP da agricultura feche 2011 em R$ 182,54 bilhões, com crescimento de 12,5% em relação ao ano anterior. Para a pecuária, a expectativa é de ampliação de 13,8% do VBP, para R$ 111,41 bilhões.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/kxg9e
A praia do Tombo, no Guarujá (SP), e a marina Costabela, em Angra dos Reis (RJ), conseguiram a renovação da certificação internacional Bandeira Azul para a temporada 2011/2012.
O resultado foi divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Ambiental Ratones, responsável pela iniciativa no Brasil. A Bandeira Azul foi criada em 1985 na França, está presente em 3.650 praias e marinas em 44 países e é uma referência mundial de balneabilidade e organização.
Os dois locais foram os únicos no Brasil a obter a certificação na temporada passada e a conseguir a renovação para o próximo verão. A praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, também ganhou o selo internacional em dezembro de 2010, mas o perdeu em janeiro deste ano depois de descumprir critérios ambientais devido ao lixo na areia.
"Gostaríamos de ter mais praias e marinas inscritas, mas, como é um programa que prima muito pela clareza, os municípios têm medo de não serem aprovados. Esperamos que a praia do Tombo e marina Costabela sirvam de exemplo", afirma Leana Bernardi, coordenadora Programa Bandeira Azul no Brasil.
Segundo ela, Ubatuba, Fernando de Noronha e o Estado de Alagoas já demonstraram interesse em obter a Bandeira Azul para as próximas temporadas.
Para a obtenção do selo de qualidade, são avaliados 33 critérios divididos em quatro grupos: educação ambiental, gestão ambiental, segurança e qualidade da água.
Uma praia pode candidatar-se para a Bandeira Azul se for oficialmente uma área de banho com pelo menos um ponto de coleta para análise de qualidade de água e tiver livre acesso em qualquer sentido e direção.
Uma marina pode obter o selo se for oficialmente uma área para barcos de passeio em águas costeiras ou interiores. A marina pode ser parte de um complexo portuário maior desde que esteja claramente demarcada e separada e dessas outras atividades.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/6s8FD
A produção nacional de grãos na safra 2011/12, em fase inicial de plantio, deve ficar entre 157,007 milhões e 160,587 milhões de toneladas, conforme a primeira estimativa de intenção de plantio, divulgada hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A projeção representa redução de 3,7% a 1,5% em relação ao volume da safra anterior, que foi de 162,955 milhões de toneladas.
Os técnicos da Conab ressaltam que a estimativa de produção é apenas a primeira de uma série de 12 e os resultados finais vão depender dos fatores que interferem na produtividade, principalmente, clima e pacote tecnológico aplicado pelos agricultores. No decorrer dos próximos levantamentos, os dados serão consolidados, à medida que estes fatores vão reduzindo a interferência nos resultados, informa a Conab.
A previsão de área plantada é de 50,431 milhões a 51,358 milhões de hectares, correspondendo a um aumento de 1% a 2,9%. A safra anterior registrou uma área de cultivo de 49,919 milhões de hectares. Segundo a Conab, o aumento está relacionado ao crescimento da área com milho de primeira safra, que deve ter elevação entre 4,2% e 7,2%. A área ocupada com soja também deve crescer, prevendo-se um incremento entre 2% e 3,5%.
Entre as culturas com estimativa de redução de área estão arroz, que deve perder entre 2,7% e 0,6% em relação à safra 2010/11, quando alcançou 2,820 milhões de hectares. O feijão de primeira safra também deve ocupar área menor (entre 8% e 5%), ante 1,420 milhão de hectares da safra passada. Os técnicos da Conab explicam que o período de semeadura para as culturas de 2ª e 3ª safras está distante, por isso, os estudos da intenção de plantio não foram realizados, mantendo-se a área cultivada na safra anterior.
A pesquisa foi realizada por cerca de 60 técnicos, entre os dias 18 e 21 de setembro, após contatos com órgãos públicos e privados ligados à produção agrícola.
A previsão do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de setembro é de uma safra de 159,4 milhões de toneladas em 2011, com alta de 0,3% ante o levantamento de agosto (159,0 milhões de toneladas). Se confirmada, a safra será 6,6% superior ao ano passado, quando foi de 149,7 milhões de toneladas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A área colhida na safra nacional de 2011 foi de 48,6 milhões de hectares, um aumento de 4,5% frente à área colhida em 2010, segundo o IBGE.
As três principais culturas, arroz, milho e soja, respondem por 82,5% da área colhida, uma expansão de 1,6%, 3,5% e 3,3%, respectivamente, na comparação com o ano passado.
Quanto à produção, o aumento foi de 19,0% para o arroz, 0,3% para o milho e 9,2% para a soja.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/GrbFn
O escritório Jasmim Manga, de São Paulo, venceu o 3º Concurso Nacional de Paisagismo Urbano, que selecionou projetos sustentáveis para revitalizar a lagoa dos Oiteiros, em Penedo, Alagoas.
A área fica às margens do rio São Francisco e compreende um matagal e um lago, hoje poluído. A Prefeitura local fará o saneamento e custeará a obra.
Conforme o projeto, a praça terá pista de corrida com equipamentos para atividades físicas, mirante e anfiteatro para abrigar apresentações e feira de artesanato.
"A ideia é que o parque funcione com recursos próprios", diz a paisagista Alice Rocha, sócia do escritório vencedor.
O projeto, feito em parceria com o escritório americano SRLA Studio, privilegia o uso da energia solar. A pista terá piso especial para drenar a chuva e a irrigação da praça será feita com água da própria lagoa.
Segundo Rocha, a praça terá um "aspecto pedagógico", para que as crianças aprendam desde cedo a valorizar a água.
O concurso foi organizado pela Associação Nacional de Paisagismo e a Prefeitura de Penedo, com o apoio da Sociedade Americana de Arquitetos Paisagistas.
Nas edições anteriores foram reformados o parque Lagoa dos Pássaros, em Artur Nogueira (SP), e a praça central de Ipameri (GO).
As obras na Lagoa dos Oiteiros devem começar em 2012.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/06Eme
O Exército vai destacar militares para integrar equipes volantes de fiscalização na região de fronteira internacional do Paraná com Paraguai e Argentina, para evitar a entrada do vírus da febre aftosa no Brasil, informa o governo paranaense. Segundo nota, a medida atende a um pedido feito pelo governo do Estado e pelo Ministério da Agricultura.
A vigilância será reforçada também por mais 21 funcionários enviados pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento para quatro municípios da região.
O Paraguai está enfrentando um foco de febre aftosa, comunicado às autoridades sanitárias internacionais no dia 17 de setembro. O governo paranaense se diz preocupado com a possibilidade de disseminação do vírus, uma vez que as autoridades paraguaias não abriram suas fronteiras aos órgãos internacionais, diz a nota.
O reforço do Exército serão 100 profissionais que vão atuar nas fiscalizações volantes, principalmente nas regiões de Capanema e Santo Antonio do Sudoeste, que fazem divisa com a Argentina. A preocupação é que possa ocorrer desvio de gado do Paraguai para o Brasil, passando pela Argentina. Desde que foi comunicado o foco de febre aftosa no Paraguai, o preço da arroba do boi naquele país despencou de R$ 106 para cerca de R$ 50, diz a nota.
A superintendência do ministério no Paraná anunciou que enviou bombas pulverizadoras e desinfetantes para as cidades de Foz do Iguaçu, Guaíra e Santa Helena, por onde transitam veículos entre os dois países. Segundo Gonçalves Filho, 100% dos veículos que passam pela fronteira nessas localidades passarão pelo pedilúvio.
O ingresso de produtos e subprodutos de origem animal oriundos do Paraguai permanece suspenso. Segundo o ministério, a cooperação com o Exército inicialmente vai vigorar por um período de 30 dias, que poderá ser estendido para 60 dias ou reduzido, de acordo com a evolução e as informações que as autoridades brasileiras tiverem sobre o foco de aftosa no Paraguai.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/Oxhv1
A taxa de desmatamento na Amazônia em 2010 foi revisada para cima: em vez dos 6.450 km2 anunciados pelo governo no fim do ano passado, foram 7.000 km2, como a Folha adiantou em 17 de agosto.
Ainda assim, o número continua sendo o mais baixo desde que o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) começou a fazer a medição, em 1988.
Dados divulgados nesta segunda-feira pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, também sugerem que a tendência de alta de 2011, medida pelo sistema Deter (que informa a devastação mês a mês, mas de forma menos precisa que o sistema que dá as taxas anuais), pode ter sido sustada.
O desmate registrado pelo Deter em agosto foi de 164 km2, comparado a 265 km2 em agosto de 2010. "É o menor agosto da história", disse a ministra.
O Deter apontou uma explosão no desmatamento a partir de abril de 2011, especialmente em Mato Grosso.
O governo considera que expectativas de agricultores em relação à flexibilização do Código Florestal, somadas a mudanças na lei de zoneamento do Estado, explicam a alta. Em resposta, o governo endureceu a fiscalização na região amazônica.
Mesmo com a queda de abril para cá, o desmatamento medido pelo Deter em 12 meses (agosto de 2010 a julho deste ano) ainda é maior do que o de agosto de 2009 a julho de 2010.
Questionada sobre a taxa final de 2011 (a ser divulgada em novembro) poderá não refletir a alta, a ministra disse estar "esperançosa".
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/s1S9u
Cientistas americanos desenvolveram uma "folha artificial" que transforma a luz do sol em um combustível químico capaz de ser armazenado e usado posteriormente, segundo um estudo publicado esta sexta-feira na revista científica "Science".
Quando colocada em um contêiner com água, a célula solar de silício --equipada com materiais catalíticos nas duas faces-- produz bolhas de oxigênio de um lado e bolhas de hidrogênio do outro, que podem ser separadas e coletadas.
Os gases alimentam então uma célula combustível, que os recombina dentro d'água, enquanto gera uma corrente elétrica, explicou o chefe das pesquisas, Daniel Nocera, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).
O artigo da "Science" dedicado ao dispositivo também foi assinado por seis cientistas da empresa especializada em energia solar Sun Catalytix, fundada por Nocera.
Segundo o pesquisador, a folha é feita inteiramente de materiais abundantes e baratos.
A manta de silício semicondutor é coberta de um lado por um catalisador à base de cobalto, que libera o oxigênio, e do outro, por uma liga de níquel, molibdênio e zinco, que separa o hidrogênio.
"Penso que haverá oportunidades reais para esta ideia", antecipou Nocera, em um comunicado que acompanhou o artigo.
O dispositivo "é superportátil, não precisa de fios, é leve, e não exige muito em termos de equipamento adicional, além da forma de capturar e armazenar os gases que borbulham", acrescentou.
Apesar dos bons prognósticos, o dispositivo não ficará pronto para produção comercial até que sistemas sejam desenvolvidos para coletar e usar os gases, afirmou.
"Foi um passo", resumiu Nocera. "Está na direção certa."
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/okpYO
A Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV) prevê que as empresas do setor aportem R$ 1 bilhão neste ano. Segundo o presidente da associação, Laércio Barbosa, os recursos - um recorde na história do setor - serão utilizados na construção de novas fábricas, no aumento da capacidade industrial já existente, modernização, pesquisa e desenvolvimento de produtos, marketing e comunicação. "Não há uma região específica para a aplicação dos investimentos; serão todas as regiões do País e todos os portes de empresas", disse o executivo.
A indústria brasileira de leite longa vida prevê um crescimento de 4% nas vendas neste ano ante 2010, com um volume comercializado de 5,7 bilhões de litros. O faturamento deve ser 10% maior, chegando a um montante superior a US$ 10 bilhões.
Segundo Barbosa, os principais fatores que impulsionarão esse crescimento são a entrada de novos consumidores, por conta do aumento de renda da população e a demanda dos consumidores atuais, que querem produtos diferenciados. Atualmente, o leite longa vida está presente em 85% dos lares brasileiros e representa 76% do volume de leite fluido (que inclui o pasteurizado, em pó para varejo e UHT) consumido no País. A ABLV estima que o consumo per capita de leite longa vida deverá chegar a 51 litros/ano. A entidade espera um aumento do consumo de 2% acima do crescimento da população brasileira. Em 1994, por exemplo, o consumo per capita de leite longa vida era de 31 litros/ano.
Questionado sobre a qualidade do produto nacional, Barbosa afirmou que, após a crise de 2007, quando foram denunciados casos de soda caustica no produto comercializado, o País aprendeu a "lição". Atualmente, segundo dados da ABLV, o total de lácteos produzidos no País é de 30 bilhões de litros/ano, dos quais 20 bilhões de litros são inspecionados. Desses produtos inspecionados, 30% são de leite longa vida, ou seja, todo o volume produzido do produto. "Por isso podemos dizer que hoje o leite longa vida brasileiro tem uma qualidade de 100%", enfatizou Barbosa.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/Qm2Vv
Parlamentares armaram uma surpresa para o plano do governo de reduzir três parques na Amazônia por medida provisória: colocaram no texto emendas que acabam com 650 mil hectares de outras áreas protegidas.
Uma extensão superior à do Distrito Federal seria subtraída de unidades de conservação no Pará e em Minas Gerais que nada têm a ver com a medida provisória. Tais emendas costumam ser apelidadas de "contrabando".
Elas foram apensadas à MP 542, que Dilma Rousseff baixou em agosto para acomodar três hidrelétricas em Rondônia e no Amazonas cujos reservatórios se sobrepunham aos parques.
A medida foi criticada na ocasião por ambientalistas. Segundo os verdes, só se pode alterar o limite de unidades de conservação por lei.
De acordo com o governo, a MP visa corrigir "com urgência" impedimentos legais ao funcionamento das usinas.
Urgência foi exatamente o argumento usado pelo deputado Odair Cunha (PT-MG) para propor o "contrabando" que reduz de 200 mil para 71 mil hectares a área do parque nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais.
O parque é palco de uma disputa entre agricultores, mineradores de quartzo e diamante e o Instituto Chico Mendes, que gerencia as unidades de conservação.
Há um projeto de lei de 2007, de autoria de Cunha e outros deputados mineiros, que reduz o parque em 70% para acomodar seus ocupantes. "Como a lei anda em passo de tartaruga e a MP é mais ágil, fiz essa proposta", disse o deputado à Folha.
Segundo Cunha, a área do parque, criado em 1970, "sempre foi de 71 mil hectares". Isso porque o decreto de criação da unidade continha um erro: decretava uma área de 200 mil, mas só considerava 71 mil passíveis de desapropriação --ou seja, o governo permitiu a ocupação de 129 mil hectares.
O Instituto Chico Mendes e o Ministério de Minas e Energia já fizeram um acordo para suspender a mineração na área, reduzir 9.000 hectares do parque e retirar lentamente os ocupantes.
Eles querem a redução maior. "Por que fizeram uma MP para resolver as hidrelétricas e não para a agricultura familiar?", diz Cunha.
Dois outros "contrabandos" são do senador ruralista Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Um quer reduzir em 520 mil hectares a floresta nacional do Jamanxim, Pará. A outra divide quase ao meio a Reserva Biológica da Serra do Cachimbo, no mesmo Estado. Uma área de 162 mil hectares seria transformada em parque nacional. A outra metade (168 mil hectares) viraria APA (área de proteção ambiental), categoria que não protege quase nada.
O senador diz que, a criação das duas unidades, em 2005, foi feita "sem levantar a realidade da área", onde moram centenas de pessoas. Ele é autor de um projeto que determina que a criação de novas áreas protegidas seja aprovada antes pelo Senado.
Flexa diz que, já que o governo não tem dinheiro para indenizar os ocupantes de unidades de conservação, deveria frear sua criação.
A MP com os "contrabandos" será submetida ao plenário da Câmara na quinta-feira. No Senado, Flexa Ribeiro diz ter um apoio de peso a suas emendas: o do líder do governo no Senado, Romero Jucá.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/MhE6t
A Amazônia será um dos focos das discussões da Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), a Rio+20, que o Brasil vai sediar em junho de 2012.
Para definir as prioridades da região a caminho da economia verde, um grupo de organizações da sociedade civil, representantes de governos, povos tradicionais, empresários e movimentos sociais estão reunidos nesta terça-feira em Belém para definir uma agenda amazônica para a conferência.
A ideia é debater como aplicar o conceito de economia verde à região, melhorando os indicadores de desenvolvimento sem comprometer a conservação da biodiversidade.
Entre os temas que vão nortear o debate estão a inclusão social e educação, a gestão e consolidação de áreas protegidas e os desafios para efetivar a regularização fundiária nos estados amazônicos.
Também estão na pauta as grandes obras de infraestrutura que os governos têm planejado e levado adiante na região, como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), alvo de críticas de ambientalistas e movimentos sociais.
O Seminário Regional sobre Economia Verde da Amazônia: Amazônia Rumo à Rio+20 faz parte da iniciativa Diálogos Nacionais, que já discutiu a agenda das regiões Sul e Centro-Oeste para a conferência. As propostas serão apresentadas ao governo e deverão subsidiar o documento que o Brasil apresentará à ONU com as contribuições para o debate.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/Iq35T
O analista André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult, diz que a alta do dólar, que deve se consolidar num patamar acima do registrado até o início deste mês, terá pouco impacto sobre o custo de produção da safra atual, uma vez que grande parte dos insumos já estava comprada. Pessôa prevê problemas localizados, em alguns casos de produtores que compraram defensivos para pagar em abril. Ele destaca o efeito positivo da valorização do câmbio sobre a receita. "A subida do dólar mais do que compensou a queda das cotações das commodities agrícolas", disse. O analisa se mostra apreensivo em relação ao médio prazo, uma vez que a volatilidade gera insegurança nos agricultores, em função do possível descasamento da cotação do dólar entre a compra do insumo e a venda da produção. Ele acredita que a volatilidade, tanto do câmbio como das cotações das commodities, deve permanecer durante os próximos meses, "o que é ruim para o agricultor".
André Pessôa comenta que outro aspecto que deve ser acompanhado com atenção é o impacto da crise financeira internacional sobre a demanda. Ele observa que os fundamentos, que eram altistas, em função dos baixos estoques, podem se reverter por conta de uma redução do nível de demanda agregada, principalmente nos países em desenvolvimento. Ele diz que a China é motivo de preocupação, por causa do volume de compra de produtos brasileiros, como a soja e o algodão.
Na opinião do analista, o produtor rural deve ter cautela no planejamento das ações e definições dos investimentos para o próximo ano. Pessôa diz que os agricultores devem se preparar para trabalhar com níveis de preços mais baixos e menor rentabilidade na safra 2012/13. Ele não prevê margens negativas, pois as relações de troca se mantêm favoráveis, mas acha difícil que se repita a euforia provocada pelos bons níveis de preços registrados neste ano. "o cenário não é tão claro e tão firme como estava até agora", diz ele.
André Pessôa observa que nesta safra o nível de tecnologia será alto, como sinalizam os dados sobre compra de insumos. Ele estima que, se o clima ajudar, o Brasil poderá colher mais uma safra recorde, em função da expansão da área plantada. Pelas estimativas da Agroconsult a área de soja deve aumentar 800 mil hectares (para 25 milhões de hectares), o milho de verão mais 500 mil hectares (para 8,3 milhões de hectares) e o algodão mais 100 mil hectares (para 1,5 milhão de hectares). Ele observa que, como a soja cede espaço na Região Sul para o milho e no Centro-Oeste e Bahia para o algodão, haverá um recuo de 600 mil hectares no plantio nas regiões tradicionais, que será compensado pela expansão em 1,4 milhão de hectares em áreas novas, principalmente pastagens degradadas.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/7i6gO
A Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo cortou o programa de subvenção ao seguro sanitário para indenizar citricultores que erradicassem plantas contaminadas com greening e cancro cítrico. O programa foi anunciado em junho de 2010 como o primeiro do gênero no setor agrícola do País, com uma verba anual destinada de R$ 35 milhões. A decisão foi tomada ainda em junho pela Secretaria de Agricultura, mas os citricultores da maior área comercial de laranja só tomaram conhecimento do corte agora, quando os seguros começariam a ser renovados. Ainda em junho, no dia 17, o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) chegou a citar o programa de fomento aos citricultores com um dos feitos do governo no discurso realizado durante a apresentação do "Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012", em Ribeirão Preto (SP).
No primeiro ano de operação, R$ 14 milhões foram destinados aos produtores. O programa subvencionou 100% do prêmio do seguro contratado por produtores com até 20 mil plantas, o que abrange 80% dos 19,6 mil citricultores paulistas. Para erradicar uma planta com greening, a pior praga da citricultura, o produtor foi indenizado em R$ 4 e em R$ 19 por árvore com cancro. A diferença ocorre porque, no caso do greening, o produtor pode plantar imediatamente uma planta nova no lugar da erradicada; já em relação ao cancro, o prazo é de dois anos para um novo cultivo.
No início deste ano, ainda sob o comando do ex-secretário João Sampaio, o governo paulista iniciou negociações para ampliar o atendimento aos produtores com até 40 mil plantas e ainda para dividir a subvenção ao prêmio do seguro com Ministério da Agricultura. A Agência Estado apurou que o próprio Sampaio, ao saber da decisão pela suspensão, questionou sua sucessora no cargo, a atual secretária Mônika Bergamaschi. Ele argumentou que a verba para o seguro não sofria com o contingenciamento orçamentário, pois vinha do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap).
Ao tomarem conhecimento da suspensão do seguro sanitário para os citros, na semana passada, os produtores da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus) encaminharam um ofício à secretária, mas ainda não obtiveram resposta. "Isso foi feito há uma semana e até agora não houve qualquer posição", disse Flávio Viegas, presidente da Associtrus.
Segundo Renato Queiroz, presidente do conselho administrativo da entidade, muitos citricultores só irão saber da decisão nos próximos dias. De acordo com ele, a maioria das indenizações pagas era para a erradicação de plantas com greening, doença que se alastra pelo Estado. No caso do greening, a subvenção ao prêmio está prevista para até 45 dias após a entrega dos relatórios de inspeção dos pomares e identificação da doença, ocorrida em julho. "O pagamento, que era feito normalmente, não ocorreu e fomos informados pelas seguradoras que não houve e renovação", disse Queiroz.
A secretária de Agricultura foi procurada, por meio de sua assessoria de imprensa, no início da tarde para comentar a decisão, mas ainda não respondeu ao pedido de entrevista. Dados divulgados esta semana pelo do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) apontam que a incidência do greening nos pomares paulistas mais que dobrou entre 2010 e 2011 e saltou de 1,87% para 3,8% das plantas do parque comercial citrícola do Estado. As projeções apontam que a doença atingiu, só este ano, 7,6 milhões de árvores das cerca de 200 milhões em produção.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/uf0wG
É quando a gente repõe as energias perdidas de manhã e prepara o corpo para o que vem pela tarde. A dupla arroz e feijão é imbatível no cardápio dos brasileiros - mas o resto do prato depende do que cada um vai enfrentar no dia
Na obra
A expressão "prato de pedreiro" não nasceu sem sentido. Quem trabalha em obra precisa comer muito para garantir que o corpo chegue inteiro ao fim do dia.
Peso médio do prato - 1 quilo.
Servido - das 11h às 12h30.
Arroz e feijão
O trabalho braçal exige muita atividade física, e por isso pedreiros devem ter uma dieta como a de atletas: rica em carboidratos. A dupla arroz e feijão ajuda nisso. Tanto que é colocada no cardápio todo dia, mesmo quando o menu inclui outra opção rica em carboidratos, como macarrão.
Paçoca
A sobremesa varia entre frutas - laranja, banana e maçã - e doces - como pé de moleque e doce de leite. A paçoca foi servida em um dia de frio por ter bastante carboidrato. Quando a temperatura está baixa, o corpo acelera o metabolismo para se aquecer, e precisa de mais energia. Em média, consumimos 10% mais calorias com o frio.
Bisteca de porco
A carne tem proteína, outra fonte de energia para o corpo. Na falta de carboidrato, é à proteína que o organismo recorre. Ter um bom estoque dela é fundamental. Do contrário, o corpo buscará proteína na chamada massa magra - o que significa perda de músculos. Quem não gosta de carne recebe dois ovos fritos, que cumprem a mesma função energética.
Fritura
A escolha da fritura é dos pedreiros. "Eles reclamam quando fazemos outras opções, como ensopados", diz Lúcia Fiusa, nutricionista responsável pelas refeições da obra visitada pela SUPER. Outra preferência dos pedreiros: carne com gordura e frita na chapa.
Farofa
Rica em carboidrato, é o complemento do prato dia sim, dia não. Reveza com salada, cheia de vitaminas, minerais e fibras, que podem ajudar na digestão.
No asilo
Na velhice, o paladar tende a ficar menos aguçado. Aumenta a dificuldade para sentir o sabor dos alimentos, e as nutricionistas precisam carregar nos temperos. Mas sem abusar de sal e açúcar.
Peso médio do prato - de 400 a 500 gramas
Servido - das 12h às 12h30
Temperos
Sal retém líquidos do corpo, o que é fatal para hipertensos. Açúcar é banido da dieta dos diabéticos. O jeito é reforçar a dose de outros condimentos:
ARROZ - ALHO E CEBOLA
FEIJÃO - LOURO
PURÊ - CEBOLINHA E SALSA
Sagu e suco
Sobremesas e sucos são sempre feitos em duas versões: a normal e a diet para diabéticos.
Salsicha
Garante mais gordura que proteína. Opcional para quem não se contentar com o peixe.
Acelga e couve-flor
Têm vitaminas. A couve-flor contém também cálcio, ajuda a prevenir contra osteoporose.
Escondidinho de peixe
O filé de merluza sob o purê de batata tem ômega 3, tipo de gordura que ajuda a prevenir enfartes e derrames. O purê é rico em proteínas, cruciais na terceira idade. Sem proteínas, perdemos massa corporal e temos mais dificuldade para andar e fazer exercícios.
Arroz e feijão
Carboidratos são imprescindíveis para o cérebro e para os comandos que ele envia ao corpo: andar, correr, sentar, pensar. Feijão também é rico em ferro, auxilia a circulação sanguínea.
Na empresa
Quem trabalha em escritório precisa, em média, de 1 800 calorias diárias - 28% menos do que trabalhadores braçais. Se comessem como os pedreiros, os funcionários da firma não gastariam todas as calorias e engordariam. Por isso, as nutricionistas de empresas incluem no cardápio muitos alimentos menos calóricos.
Peso médio do prato - 500 gramas
Servido - das 12h às 14h30
Alface, tomate, abobrinha
No bandejão, hortaliças, legumes e verduras são colocados à frente dos demais alimentos para incentivar o consumo de salada. A que está neste prato é rica em cálcio, fósforo, potássio e vitaminas.
Filé de peixe
Para garantir proteína na dieta, o cardápio inclui opções de carne branca e vermelha. "Carne branca faz mais sucesso", diz Fernanda Perin Neto, gerente do restaurante visitado. "Os funcionários buscam as opções mais saudáveis."
Bebida
Entre refrigerante e suco, 59% dos funcionários tomam suco.
Arroz e feijão
Ainda que não façam grandes atividades físicas no trabalho, funcionários de escritório têm um desgaste mental. Arroz e feijão ajudam a dar a energia de que o cérebro precisa. No bufê também há arroz integral, que tem mais nutrientes do que o normal.
Na escola
A refeição nas escolas paulistas é definida pela Secretaria de Educação do Estado. O prato varia entre arroz e feijão (complementados por carne e salada) e macarronada. Uma vez por semana as crianças tomam uma bebida à base de leite, rica em lipídios, que garantem energia.
Peso médio do prato - 300 gramas
Servido - às 10h30 e às 14h30, dependendo do horário de aula das crianças.
Maçã
Sobremesa saudável, já que ajuda na circulação sanguínea, combatendo anemia e colesterol.
Frango desfiado com milho
Carne tem proteínas, necessárias para a formação da massa corporal. Sem elas as crianças também estariam mais vulneráveis a doenças e apatia. O milho tem manganês, um mineral que ajuda no crescimento.
Alface, tomate, repolho, cenoura
Uma combinação de vitaminas, manganês e minerais como potássio e ferro. Para as crianças, a mistura significa ajuda no crescimento, no aproveitamento do cálcio para os ossos e na resistência a infecções, entre outras funções.
Arroz e feijão
O cardápio de uma escola é planejado a partir das necessidades que um corpo em desenvolvimento tem de 3 nutrientes: carboidratos, proteínas e lipídios. Arroz e feijão cuidam da parte dos carboidratos e garantem que as crianças tenham energia para correr e brincar.
Na cadeia
Tem presídio que produz a comida em cozinha própria, tem presídio que recebe as refeições de uma empresa terceirizada. Aqui, retratamos o prato que veio de uma companhia que atende 4 centros de detenção provisória da região metropolitana de São Paulo.
Peso médio do prato - 610 gramas
Servido - às 10h30
Mamão
A sobremesa dos presos pode ser uma fruta ou um doce. Quando é doce, ganha uma versão diet para os diabéticos. Detentos que sofrem de hipertensão, úlcera e gastrite também recebem pratos preparados especificamente para eles. Nos 4 centros de detenção atendidos por essa companhia, cerca de 50 dietas têm alguma alteração em relação à original.
Arroz e feijão
Por determinação da Secretaria de Segurança de São Paulo, todo prato de presidiário precisa ter 150 gramas de feijão e 220 gramas de arroz. É pra dar aquela sustância, já que a dupla ajuda na coagulação do sangue, na contração muscular e na formação de anticorpos.
Abobrinha e Acelga
Os legumes são cozidos em um forno que ajuda a preservar as propriedades dos alimentos até a hora em que a comida chega à cela.
Carne vermelha ensopada com cenoura
A carne é obrigatória na comida do detento - são 100 gramas. A porção garante uma carga de proteínas importante para o sistema imunológico, também reforçado pelos nutrientes da cenoura.
Fontes Daniela Santos, nutricionista da Real Food Alimentação; Natalie Alves de Oliveira, diretora operacional da Real Food Alimentação; Lucia Fiusa, nutricionista da Tecnisa; Glaucia Candido, nutricionista; Vanessa Vieira e Dione Pavan, nutricionistas responsáveis pelo cardápio da Escola Estadual José Chediak; Fernanda Perin Neto, gerente de unidade da GRSA; Monica Bianchi, nutricionista da Casa da Vila Mariana.
Agradecimentos Casa da Vila Mariana; Escola Estadual José Chediak; Nielsen; GRSA; Real Food Alimentação; Secretaria da Administração Penitenciária; Tecnisa.
Fonte: Superinteressante
Site: http://goo.gl/5nySr
Ainda há quem acredite que um inocente cafezinho possa trazer prejuízos para a saúde. Mas, hoje em dia, a bebida só é mesmo contraindicada para quem apresenta insônia, osteoporose avançada, irritações no estômago ou hipersensibilidade à cafeína. Para os demais, ela pode ser até mesmo um bálsamo. São muitos os trabalhos que apontam os benefícios da bebida para a saúde: segundo eles, o café seria bom para o coração, ajudaria a prevenir o mal de Alzheimer e reduziria o nível de açúcar no sangue, combatendo a diabetes.
Um estudo divulgado no começo deste ano pela Faculdade de Medicina Jikei, em Tóquio, sugere que o consumo regular de café previne contra as doenças do coração. Os pesquisadores japoneses já andam aclamando o café como o "próximo vinho vermelho", em referência aos polifenóis da bebida de Baco, reconhecidamente benéficos para as artérias. Segundo os cientistas, os principais ácidos fenólicos do café, o cafeico e o ferúlico, auxiliam o retorno do colesterol para o fígado. Isso aumenta o nível de HDL, o chamado bom colesterol. O experimento foi feito com voluntários saudáveis, que tiveram amostras de sangue analisadas antes do consumo de café ou de água e 30 minutos depois, em um estudo cruzado.
O café também está associado a um menor risco de desenvolver a doença de Alzheimer. A investigação mais recente, que vem da Universidade do Sul da Flórida, nos EUA, foi feita com ratos idosos. Os cientistas davam aos ratinhos o equivalente a 5 xícaras de café por dia, durante dois meses. Após esse período, os bichos apresentaram redução de quase 50% nos níveis da proteína beta-amiloide - em grande quantidade, essas proteínas se depositam ao redor e no interior dos neurônios, provocando perda significativa da memória. "Até agora, as pesquisas se limitaram a medir a quantidade dos marcadores da doença, caso da proteína beta-amiloide", disse Gary Arendash, líder do trabalho. "Adiamos os testes com seres humanos porque ainda não temos verba suficiente, mas a ideia é estudar os efeitos da cafeína, e não só a do café, em pacientes com Alzheimer."
Quem pode tomar?
Pesquisas sugerem que a cafeína interfere na absorção do cálcio e, por isso, o consumo deveria ser evitado por quem sofre de osteoporose ou quer prevenir a doença. No entanto, outros estudos indicam que só a ingestão acima de 450 miligramas por dia seria prejudicial. E, assim mesmo, no caso de mulheres cuja dieta é pobre em cálcio - menos de 800 miligramas por dia. Como ainda faltam trabalhos conclusivos, aqui vai a sugestão do nutrólogo Durval Ribas Filho: "Três xícaras de café por dia não fazem mal a ninguém, a menos que haja contraindicação médica".
O que é que o café tem
A cafeína é apenas uma entre as mil e tantas substâncias presentes no café. Também entram em sua composição sais minerais (ferro, sódio, zinco, cobre e magnésio, entre outros), vitaminas do complexo B, aminoácidos (cisteína, tirosina, valina), lipídios (ácidos graxos livres e triglicerídeos) e açúcares (sucrose, glicose, frutose). Sua grande riqueza, porém, está mesmo nos ácidos clorogênicos - polifenóis antioxidantes que combatem o envelhecimento das células.
Mil e uma utilidades
Estes são alguns dos muitos benefícios que o café pode trazer para a sua saúde, segundo estudos da Faculdade de Medicina de Harvard.
Câncer
Consumidores habituais de café correm risco 50% menor de desenvolver tumores de cólon, de mama e retal do que os não bebedores.
Diabetes
A bebida contém substâncias que reduzem o teor de açúcar no sangue, afastando, em parte, o perigo.
Mal de Parkinson
Pesquisas recentes chegaram à conclusão de que a cafeína previne contra o mal de Parkinson, quando consumida por homens. Com relação às mulheres, os estudos não são conclusivos.
Fonte: Superinteressante
Site: http://goo.gl/ylK1B
A liberação de recursos nas linhas de crédito do Plano Agrícola e Pecuário atingiu R$ 17 bilhões em julho e agosto deste ano, os dois primeiros meses da safra 2011/12. O valor é 16,6% inferior ao liberado em igual período do ano passado, quando foram contratados R$ 20,4 bilhões.
A queda se deve principalmente à redução das aplicações a juro livres para as agroindústrias e ao fim da linha de crédito anticíclica denominada BNDES/BB Procer, criada pelo governo para financiar o capital de giro das empresas após a crise financeira de 2008. O montante de recursos caiu de R$ 4,88 bilhões em julho e agosto do passado para R$ 180 milhões nos mesmos meses deste ano.
Ives Cézar Fülber, diretor de agronegócios do Banco do Brasil, explica que somente na linha BNDES/BB Procer foram liberados 2,872 bilhões em julho e agosto do ano passado. A linha, que tinha taxa de juros fixa de 11,25% ao ano, com dois anos para amortização, funcionou em 2009 e 2010. Ele comenta que os recursos liberados neste ano são resíduos de financiamentos contratos até 30 de junho do ano passado, quando a linha deixou de existir.
Em relação aos financiamentos a taxas de juros livres para as agroindústrias, Ives Fülber afirmou que a demanda normalmente é menor nesta época do ano. Ele afirmou que a procura deve aumentar nos próximos meses e que até o final do ano devem ser disponibilizados de R$ 1,8 bilhão a R$ 2 bilhões, tendo como funding as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).
O Ministério da Agricultura informou que para financiamento do custeio e da comercialização na 2010/11 houve um aumento de 5,2% nos recursos, com taxas de juros controladas. O montante nos dois primeiros meses atingiu R$ 12,3 bilhões.
No caso do Banco do Brasil, a liberação de recursos para produtores rurais e suas cooperativas atingiu R$ 7,778 bilhões no acumulado de julho e agosto, valor 19% superior aos R$ 6,530 bilhões liberados em igual período do ano passado. O diretor de agronegócios do Banco do Brasil chama a atenção para as aplicações na linha de crédito destinada aos médios produtores (Pronamp), que atingiu R$ 641 milhões nos últimos dois meses e cresceu 17% em relação a igual período da safra passada.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/pBz2t
A saúde ocupa a segunda posição no ranking de procupações dos brasileiros. Segundo o estudo “Closer”, da Kantar Worldpanel, 55% da população diz estar preocupada com a saúde e o estado físico. No entanto, apenas 25% dos brasileiros consomem produtos light.
Dentre os que consomem esse tipo de produto, 59% o fazem justamente para ter uma alimentação saudável. Já 53% consomem produtos lights para cuidar do peso, enquanto 45% o fazem por recomendação médica. A possibilidade de comer outras coisas é o que faz 27% consumir esses produtos.
Considerando toda a América Latina, 30% consomem produtos light. Desses, 61% declaram que é para ter uma alimentação mais saudável, 56%, devido ao peso, 42% por recomendação médica e 25%, para poder comer outras coisas.
Gastos
Ainda de acordo com a pesquisa, é possível observar que o percentual de brasileiros que compram produtos (25%) é inferior ao da América Latina (30%). O mesmo acontece com o gasto médio anual.
Na América Latina, gasto médio anual com produtos light é de US$ 63. Já os brasileiros gastam em média US$ 42 por ano.
Qual a diferença entre diet e light?
O diet é mais radical, mas isso não significa menos calórico. Na prática, você não deve confiar nos rótulos. Alimento diet é aquele que sofre uma alteração total em um ingrediente, seja reti-rando-se todo o açúcar de um determinado suco ou acrescentando fibras a algum produto que originalmente não as possuía. São ali-mentos modificados para fins especiais, como dieta para gestantes, portadores de alergias ou atletas. Já produtos light são os que sofrem redução parcial em um componente calórico, como sorvetes com menos gordura. O problema é que a legislação brasileira permite que produtos diet imprimam em seu rótulo a palavra light, gerando confusão.
“É o caso de refrigerantes que subs-tituíram todo o açúcar por adoçante, mas, por uma questão mercadológica, preferem usar o termo light”, explica a nutricionista Flora Spolidoro. O contrário não é permitido: light não pode ser diet. “O que o consumidor deve fazer é olhar bem o que diz o rótulo, principalmente as tabelas que informam qual ingrediente foi reduzido ou alterado. Isso é o que importa”, aconselha.
Fonte: InfoMoney e Superinteressante
Site: http://goo.gl/HH68O / http://goo.gl/sHWqi
Gordinhos e gordinhas: joguem fora suas tabelas de calorias, suas balanças de banheiro e todos os livros de dieta. Cerquem-se de doces, chocolates, sorvetes, lasanha, e certifiquem-se de que nunca faltarão guloseimas na hora da fome. E acreditem: fazer dieta engorda. Esse aparente absurdo é a filosofia da antidieta, uma idéia em alimentação que vira os regimes tradicionais pelo avesso. Aplicada no Brasil desde 1987 pela psicóloga e psicanalista Elisabeth Wajnryt, a antidieta vai buscar no processo de seleção natural das espécies a justificativa para liberar a comilança.
“Durante a história da humanidade na Terra, a seleção natural preservou aqueles indivíduos que tinham mais condições de sobreviver a longos períodos de fome”, explica Elisabeth. “Esses eram justamente os que possuíam depósitos de gordura armazenada, e que durante a privação alimentar ficavam com o metabolismo mais lento, garantindo a subsistência por mais tempo.” Quando alguém resolve fazer uma dieta rigorosa, esse mecanismo desperta, e o corpo começa a reagir como se a inanição tivesse se instalado — ele não sabe se o sujeito não come porque não quer ou se está perdido no meio do deserto.
O resultado é uma faminta bola de neve. Como a comida é pouca, a queima de gordura é cada vez menor; o apetite então aumenta, e o organismo, instigado pela fome, vai aumentar ainda mais suas reservas calóricas. “É isso que faz com que as dietas engordem: armazenar gordura é um mecanismo de defesa da espécie humana”, ressalta Elisabeth. Quando o regime acaba, é como se uma mola comprimida fosse subitamente liberada, e vem então a gula. Por isso, segundo uma pesquisa da Associação Médica Americana, 98% dos fiéis seguidores de regime voltam depois a engordar todos os quilos perdidos, e alguns chegam a ganhar uns quilinhos extras.
A teoria da antidieta começou a nascer nos centros de pesquisa de dois institutos dedicados à mulher, o The Woman’s Therapy Center, em Londres, e o The Woman’s Therapy Center Institute, em Nova York. Foram eles as fontes do trabalho de Elisabeth Wajnryt, professora do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo, que mantém contato também com pesquisadores da Escola paulista de Medicina. Entre eles está a bióloga Ana Lydia Sawaya, professora adjunta de Neurofisiologia e Fisiologia endócrina da Escola. Citando pesquisas científicas recentes, Ana Lydia acredita que a obesidade é um problema fundamentalmente genético, que não se resume a uma tendência à desregulagem de hormônios herdada dos pais. “A maioria dos estudos científicos recentes mostra que a incapacidade de manter um peso estável é defeito genético do sistema nervoso central”, conta Ana Lydia.
A solução proposta pela antidieta para o impasse entre a gula e a silhueta é simples, e ao mesmo tempo inovadora. Basta comer quando se tem fome, comer o que se tem vontade e parar de comer quando estiver satisfeito. A questão é saber separar a fome do estômago daquela originada da simples gula ou do excesso de ansiedade. “Se você tem vontade de comer um pudim de leite”, exemplifica Elisabeth, “isso significa que os sensores do seu cérebro estão dizendo ‘o nível de açúcar está caindo’ e ‘você precisa de proteína de leite”. Como pudim engorda, a consciência da balança manda comer bife com salada. O organismo recebe o alimento mas não entende, e continua a pedir açúcar e leite. Cedo ou tarde o sujeito que passou a noite sonhando com o pudim de leite vai atacar um chocolate branco como se fosse o último alimento da Terra, e comer muito mais do que se tivesse atendido ao primeiro pedido do organismo e comido algumas colheradas de pudim. “Nosso corpo tem uma inteligência própria e uma profunda capacidade de entrar em equilíbrio”, defende Elisabeth. “Só precisamos dar-lhe uma chance.”
Fonte: Revista Superinteressante
Site: http://goo.gl/lySvi
O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore lançou nesta quinta-feira uma campanha na internet com duração de 24 horas destinada a conscientizar a opinião pública sobre a mudança climática.
O projeto, denominado "24 Horas de Realidade", consiste em uma apresentação multimídia que pode ser vista on-line e que mostra como os eventos climáticos extremos --como inundações, incêndios e tempestades-- estão relacionados com a mudança climática.
Estas apresentações, que podem ser vistas na internet, são difundidas de vários lugares do mundo, entre eles Nova York, Pequim, Nova Délhi, Jacarta, Londres, Dubai, Istambul, Seul e Rio de Janeiro.

A campanha, em 13 idiomas, começou no México às 00H00 GMT desta quinta-feira e terminará às 23h em Nova York (às 20h no horário de Brasília), com uma apresentação de Gore, prêmio Nobel da Paz em 2007 por seus esforços contra a mudança climática.
Pouco antes das 11h de Brasília, o site já havia recebido mais de 3 milhões de visitas, segundo os organizadores.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/18QFH
Prometido há um ano pelo governo, o sistema de detecção do desmatamento no cerrado em tempo real, usando imagens de satélite, ainda não saiu do papel.
Ele seria feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), nos mesmos moldes do Deter, que vigia a Amazônia. A previsão era de que estivesse em funcionamento neste ano. "Pergunte se o Inpe recebeu dinheiro", disse o diretor do instituto, Gilberto Câmara.
A falta de verba também deixou empacada a parceria entre o Inpe e o Ibama para criar um sistema que desse a taxa anual de desmate.
Hoje, ela é medida anualmente por um sistema do Ibama que é bem mais simples que o Prodes (do Inpe, que dá a taxa de desmatamento na Amazônia). O sistema não dá taxas anuais, nem diferencia vegetação secundária de cerrados nativos.
O monitoramento começou somente em 2009. Até então, o governo tinha apenas uma estimativa pontual da destruição do cerrado (15,7 mil km2 ao ano). Com base nessa estimativa foi definida a meta de redução de 40% na derrubada do bioma até 2020.
O que os satélites revelaram, porém, foi um número bem diferente. Os dados de 2010, divulgados ontem por Teixeira, por exemplo, mostram 6.469 km2 desmatados, ou quatro vezes a área da cidade de São Paulo. Isso representa uma queda de 15% em relação a 2009 (7.637 km2). No total, o cerrado já perdeu 48,5% de sua área original.
O desmatamento se concentrou no chamado "Mapito" (Maranhão, Piauí e Tocantins), a nova fronteira do agronegócio do país. Segundo Mauro Pires, coordenador do plano de controle de desmate no cerrado, a queda não significa que a meta já tenha sido cumprida.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que dará dinheiro de sua pasta ao Inpe para criar o monitoramento no ano que vem.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/6AdN1
Agronegócios, bebidas e papel e celulose são os setores da economia brasileira que mais gastaram com logística em 2010. É o que mostra a pesquisa Custos Logísticos 2011, divulgada pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), que apresenta dados sobre os custos de logística de 11 grandes setores da economia brasileira em 2010.
Enquanto a média geral de gastos foi de 8,5% em relação à receita líquida, o setor de agronegócios gastou 13,3% de sua receita líquida com logística, o setor de bebidas gastou 12,1% e o de papel e celulose, 11%.
Maurício Lima, diretor de capacitação do instituto e autor da pesquisa, afirma que o seguimento de agronegócios tem um gasto maior com logística “porque gera grandes volumes de baixo valor agregado” e precisa de maior infraestrutura de transportes.
Segundo ele, as grandes empresas de agronegócios estão fazendo investimentos em infraestrutura de transporte para escoar sua produção. No entanto, esse quadro limita o número de empresas capazes de competir globalmente.
Do outro lado, entre os que menos gastaram, estão os setores automotivo e autopeças, com 3,3% da receita líquida; eletroeletrônicos, com 4,9%; e higiene, limpeza, cosméticos e farmácia, com gasto de 7,0% em relação à receita líquida.
O estudo aponta ainda que quase metade das companhias (43%) tem dado prioridade igual à melhoria dos serviços e à redução dos custos com logística. Porém, 69% dos gastos com logística das empresas são atribuídos a terceiros, um valor total de R$ 270 bilhões por ano.
O estudo baseou-se nas informações de 99 empresas, todas pertencentes ao grupo das mil maiores empresas do Brasil. A pesquisa foi divulgada durante o XVII Fórum Internacional de Logística, no Rio de Janeiro
Fonte: Agronotícias
Site: http://goo.gl/RZEhq
As escolas que desenvolvem projetos sobre o cuidado com a água ou sobre a importância de manter limpos os mananciais podem concorrer ao Prêmio de Melhores Práticas da ONU-Água – fonte de vida. O prêmio abordará duas categorias: uma com relação às práticas de gestão da água e a outra de participação, comunicação, sensibilização e educação.
O prêmio é uma promoção da ONU, para apoiar a Década Internacional para Ação “Água para a vida”, que compreende 2005 a 2015. O objetivo do prêmio é promover os esforços para cumprir os compromissos internacionais com relação à água até 2015, com o reconhecimento as melhores práticas que podem assegurar um gerenciamento sustentável ao longo prazo para os recursos hídricos.
As inscrições vão até o dia 30 de setembro e este ano, a temática será ‘água para a segurança alimentar’. O prêmio será entregue em uma cerimônia especial no Dia Mundial da Água, 22 de março de 2012.
Os autores dos trabalhos selecionados serão convidados a participarem dos eventos comemorativos da ONU, referentes ao Dia Mundial da Água, incluindo viagens e hospedagem para um representante de cada categoria. Também os trabalhos farão parte de um vídeo, que irão compor o banco de dados da ONU e receberá um certificado especialmente desenhado para o prêmio.
O formulário de inscrição e projetos devem ser enviados para o Escritório da ONU de Apoio à Década Internacional para a Ação “Água para a vida” 2005 -2015, para o endereço Oficina de Naciones Unidas de Apoyo al Casa Solans, Avda de Cataluña, nº 60 - 50014 – Zaragoza, Espanha.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, todos os anos milhões de pessoas, principalmente, crianças, morrem com doenças associadas ao abastecimento inadequado de água, saneamento e higiene. A cada dia, cerca de 3.900 crianças morem por causa da água suja ou falta de higiene.
Fonte: Surgiu.com
Site: http://goo.gl/MFKib
As multas aplicadas pela fiscalização federal contra o uso de sementes piratas somaram R$ 20 milhões em 2010, segundo dados da coordenadoria de Sementes e Mudas do Ministério da Agricultura. O valor das multas foi 15% superior ao aplicado no ano anterior. Em 2010, a fiscalização retirou do mercado 16,8 mil toneladas de sementes piratas e outras 1,9 mil toneladas que apresentavam baixa qualidade.
O coordenador de Sementes e Mudas do Ministério da Agricultura, José Neumar Francelino, diz que as autuações, apreensões e multas aplicadas pela fiscalização são responsáveis pelo aumento na taxa de utilização de sementes certificadas. Ele cita dados da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), que mostram que a adoção de sementes certificadas alcançou resultados recordes na 2010/11, principalmente no caso da soja e do milho.
Segundo o levantamento da Abrasem, na safra passada a taxa de utilização de sementes certificadas de soja atingiu 64%, ante 61% no ciclo anterior. No caso do milho, a taxa passou de 83% para 87%. A taxa de utilização de sementes certificadas também cresceu no plantio de algodão, atingindo 51%, antes 44% na safra 2008/09. As sementes mais falsificadas são as de soja, milho, trigo, algodão, feijão e arroz.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/ASJKq
A produção nacional de grãos na safra 2010/11, praticamente encerrada, deve alcançar recorde de 162,9 milhões de toneladas. O volume representa aumento de 9,2% em relação à safra anterior (2009/2010), que foi de 149,2 milhões de toneladas, mostra o 12º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Em relação ao resultado da pesquisa anterior (161,5 milhões de t), divulgado em agosto, houve aumento de 1,42 milhão t (mais 0,9%). Segundo a Conab, o aumento pode ser atribuído à confirmação da boa produtividade do milho segunda safra. Além disso, a alteração no valor total da safra ocorreu por causa da revisão da área de milho no Nordeste e das áreas de soja subirrigada de Tocantins e de Roraima, que têm calendário semelhante ao do Hemisfério Norte. "Os resultados positivos compensaram a queda do feijão terceira safra e do milho segunda safra na Bahia que, em virtude das adversidades climáticas, apresentam perdas consideráveis", informa a Conab em comunicado.
A área total cultivada no País está estimada em 49,9 milhões de hectares. A projeção é 5,3%, ou 2,5 milhões de hectares, superior à safra passada (47,4 milhões de hectares). O Centro-Sul representa 79% da área plantada de grãos. A região obteve crescimento de 3,3% (1,2 milhão de hectares), passando de 38,1 milhões para 39,4 milhões de hectares, em comparação ao ciclo anterior.
O Sul do país detém 44,9% da área total (17,7 milhões de hectares); o Sudeste, 12,2% (4,7 milhões de hectares) e o Centro-Oeste, 42,9% (16,9 milhões de hectares). As regiões Norte/Nordeste respondem por 21% (10,4 milhões de hectares). No Norte/Nordeste, foi registrado aumento de 13,5% (1,24 milhão de hectares) em relação ao ciclo agrícola anterior. Desse total, a região Nordeste plantou 83,59% (8,7 milhões de hectares) e o Norte, 16,41% (1,7 milhão de hectares).
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/1v0rb
A pecuária é a maior responsável pelo desmatamento da região amazônica. De acordo com levantamento realizado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e divulgado nesta sexta-feira, 62,2% dos quase 720 mil km2 desmatados foram ocupados por pastagens.
O estudo do governo federal considerou as áreas desmatadas nos nove estados da Amazônia Legal até o ano de 2008. Essa área representa 18% de todo o bioma amazônico.
Segundo o instituto, a maior parte dessa área é ocupada atualmente por pasto limpo. "É aquela área em que houve efetivamente um investimento. Ela representa uma intervenção deliberada humana, com bastante cabeça de gado, com a intenção de intensificação de produção", disse Gilberto Câmara, diretor do Inpe.
Câmara ressaltou ainda que a atividade da agricultura ocupa apenas 5% da área total desmatada --o Mato Grosso é o único estado da região que tem um peso significativo na produção de alimentos.
"Não tem como dizer que a agricultura é a responsável pelo desmatamento, ela não é um vetor importante. O uso que nós fizemos da floresta não foi nobre, não foi para a agricultura produtiva, foi para a agropecuária que ainda hoje é extensiva e precisa de políticas públicas para usar melhor a terra que a gente roubou da natureza", afirmou o diretor.
A intenção do governo agora é, a partir desses dados, fazer um melhor aproveitamento do potencial produtivo da região e ao mesmo tempo, garantir a preservação dos recursos naturais do bioma.
"Nós podemos aumentar com tecnologia a eficiência da agropecuária e da agricultura, que representa um universo pequeno, aumentando dessa forma a produção sem agredir um patrimônio natural", afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante.
"Nós não precisamos desmatar para desenvolver a Amazônia. Nós não precisamos desmatar bioma nenhum para desenvolver a agricultura", afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/ECqaa
Para incentivar a produção de cana, o governo deve lançar, dentro de pouco tempo, novas medidas de apoio ao setor. Segundo o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) Bertone, já está praticamente pronta uma medida que vai garantir a geração de crédito presumido de PIS e Cofins na venda de cana-de-açúcar que for destinada à produção de álcool. Segundo ele, mecanismo semelhante já existe para a venda de cana que é direcionada à produção de açúcar. Bertone, entretanto, não especificou quando a medida será oficialmente anunciada. O tema atualmente está em estudo no Ministério da Fazenda.
Bertone destacou que também está sendo avaliada a criação de uma linha de financiamento para garantir tratos culturais e renovação de lavouras mantidas por usinas, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). "Sentimos a necessidade de ter uma taxa mais atrativa para o setor", destacou Bertone. Essa nova linha não envolve recursos do Plano de Safra, destacou o secretário. Bertone lembrou que o Plano de Safra já destinou recursos exclusivos para os fornecedores autônomos de cana. Em relação aos produtores individuais, as medidas já foram tomadas", afirmou. Os produtores independentes respondem por cerca de 20% da oferta de cana. O restante da produção é obtida em lavouras das próprias usinas, destacou.
O secretário de Produção e Agroenergia do Mapa voltou a defender a necessidade de construção de 15 novas usinas de processamento de cana por ano, cada uma com capacidade entre 3,6 milhões e 4 milhões de toneladas. Ainda assim, ele afirmou que o atual parque de usinas opera com capacidade ociosa que permitiria o processamento de até 150 milhões de toneladas por ano. "O desafio é que os processos, hoje, precisam contemplar açúcar, etanol e energia elétrica gerada com bagaço de cana", disse.
Segundo Bertone, a rentabilidade do setor leva em conta a remuneração gerada por todos os produtos obtidos com a cana de açúcar. "E os preços do etanol hidratado estão limitados pelo preço da gasolina", explicou. Ou seja, o preço do álcool hidratado está atrelado ao preço da gasolina e isso gera impactos sobre o setor produtivo da cana-de-açúcar.
Para o secretário, a melhor alternativa é promover ações que garantam maior competitividade ao álcool e esse diferencial terá de ser buscado por meio de ganhos no lado da produção. "Temos de estar focados em medidas de reduzam o custo de produção do etanol", disse o secretário, destacando não apenas questões envolvendo as despesas agrícolas, mas a necessidade de melhores estradas, desenvolvimento de "clusters" (polos especializados) produtivos e a necessidade de superar as dificuldades geradas pelas diferentes alíquotas de ICMS aplicadas pelos Estados.
Fonte: Estadão Online
Site: http://goo.gl/efMkS
O presidente americano, Barack Obama, retirou nesta sexta-feira um projeto contendo um pacote de medidas para melhorar a qualidade do ar, argumentando que o mesmo representaria um peso para a indústria num momento de grande incerteza econômica.
Obama, que na próxima semana divulgará um novo plano para reativar a economia, encontra-se sob pressão dos republicanos para pôr fim às regulações das empresas. No entanto, o presidente insistiu que seu compromisso com o meio ambiente é inabalável.
"Ressaltei por diversas vezes a importância de reduzir as cargas e a incerteza regulatória, particularmente quando nossa economia se recupera", disse Obama em uma declaração.
O presidente indicou que após uma consideração cuidadosa solicitou à chefe da EPA (Agência de Proteção Ambiental), Lisa Jackson, a retirada do projeto de padrões de qualidade ambiental do ar e do ozônio nacional.
Obama acrescentou que decidiu não sobrecarregar os governos estatais e locais com a implementação dos novos padrões porque, de qualquer forma, estes precisam ser atualizados em dois anos.
Os republicanos e a Câmara americana de Comércio afirmaram que a introdução dos novos padrões envolveria um custo de bilhões de dólares, assim como a perda de postos de trabalho, num momento em que a economia do país deixou de gerar novos empregos.
No entanto, a decisão de Obama será recebida com irritação pelos grupos ambientalistas, já revoltados com o fracasso do presidente em conseguir aprovar medidas para combater o aquecimento global em um Congresso hostil. Mas Obama insistiu que seu compromisso com o meio ambiente segue intacto.
"Quero ser claro: meu compromisso e o compromisso de minha administração para proteger a saúde pública e o meio ambiente é inabalável", afirmou. "Continuarei ao lado dos homens e mulheres que trabalham duro na EPA, que lutam dia a dia para responsabilizar aqueles que contaminam e proteger nossas famílias da contaminação prejudicial".
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/O3a0r
Um estudo científico apresentado na quarta-feira (31) nos Estados Unidos indica que o consumo moderado de batata reduz a pressão arterial e não produz aumento de peso.
O trabalho, dirigido pelo pesquisador Joe Vinson da Universidade de Stranton da Pensilvânia, foi apresentado ontem no Encontro Anual da Sociedade Química dos EUA (ACS, na sigla em inglês), realizado em Denver, Estado de americano do Colorado.
"A batata, mais do que qualquer outro vegetal, tem uma desmerecida má reputação que levou muita gente que busca uma alimentação saudável a eliminá-la de sua dieta", explicou Vinson.
O cientista indicou que, "na realidade, quando se prepara sem fritar e sem manteiga, uma batata só tem 110 calorias e dezenas de saudáveis fitoquímicos e vitaminas. Nosso estudo espera ajudar a refazer a popular imagem nutricional da batata".
A pesquisa foi realizada com batatas preparadas no micro-ondas sem maionese nem ketchup, condimentos preferidos pelos consumidores, sobre 18 pacientes com sobrepeso e pressão alta, que comeram entre seis e oito batatas duas vezes por dia durante um mês.
Após a dieta, a equipe de Vinson constatou que a pressão arterial média diastólica tinha caído 4,3% e a sistólica havia diminuído 3,5%. Além disso, nenhum dos participantes do estudo tinha ganhado peso.
A batata é o vegetal mais consumido pelos americanos, no entanto o estudo explicou que as batatas fritas, devido às altas temperaturas empregadas em sua preparação, destroem a maior parte das substâncias saudáveis.
Vinson destacou que, segundo os resultados obtidos, a maneira mais saudável de preservar os nutrientes da batata é "cozida simplesmente no micro-ondas".
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/pNFzo
Uma dieta mediterrânea enriquecida com azeite de oliva virgem e com frutas secas pode reverter a arterioesclerose nas artérias carotídeas em um ano, segundo teste da Universidade de Navarra (Espanha) e outros 19 centros espanhóis, com 187 voluntários.
O catedrático Miguel Angel Martinez Gonzalez, que dirige o departamento de Medicina Preventiva desta universidade, responsável pelo estudo, considera que a dieta é capaz de conseguir em um ano o que não se consegue com remédios em dois anos, informou nesta quarta-feira o centro acadêmico em comunicado.
Os participantes da experiência, maiores de 55 anos e com alto risco cardiovascular, se dividiram em três grupos aleatórios, dois dos quais receberam instruções detalhadas dos nutricionistas sobre como seguir a dieta mediterrânea adequadamente.
Um dos grupos que seguia o padrão de dieta mediterrânea recebeu 15 litros de azeite de oliva virgem a cada três meses, enquanto aos outros foram oferecidas frutas secas, com a ideia de que os voluntários consumissem 30 gramas ao dia de nozes, amêndoas e avelãs.
O terceiro grupo recebeu simplesmente instruções e material para seguir uma dieta baixa em gordura. Foi medida a espessura da camada média da artéria carótida de todos os participantes, uma vez no início do estudo e outra após um ano.
"Observamos que os que já tinham arterioesclerose antes do estudo, tiveram a camada média da artéria engrossada, o que significa uma melhora considerável. As pessoas que seguiram a dieta mediterrânea enriquecida com azeite de oliva virgem ou frutas secas, tiveram uma regressão das lesões", informou Martin-Gonzales.
No entanto, o médico afirma que esta melhora não se deu entre os que não apresentavam um engrossamento da parede da artéria no começo do estudo.
Fonte: Folha Online
Site: http://goo.gl/kaU6b
Os Estados Unidos desistiram de apelar de uma decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) na disputa travada com o Brasil relacionada às exportações de suco de laranja. O Brasil acusa os norte-americanos de medidas antidumping indevidas, que penalizam a importação de suco de laranja brasileiro. A briga está em curso desde 2008. Nesse período, o Brasil questionou em painel da OMC o cálculo que os EUA empregavam para adotar as medidas antidumping.
O imbróglio começou quando os EUA passaram a considerar que os brasileiros vendem suco no mercado norte-americano por preços menores que os praticados no Brasil. Seria uma ação de dumping, na visão dos Estados Unidos, que passaram a sobretaxar os embarques brasileiros. O Brasil exportou entre US$ 1,6 bilhão e US$ 1,8 bilhão (R$ 2,5 bilhões e R$ 2,9 bilhões, em valores atuais) em suco de laranja entre 2008 e 2010, mas espera exportar US$ 2 bilhões (R$ 3,2 bilhões) neste ano – patamar médio antes de 2008, quando os preços internacionais começaram a cair. Para os EUA, as vendas somam US$ 400 milhões (R$ 640 milhões).
O Brasil questionou o método de cálculo adotado pelos norte-americanos. Foi demonstrado que, para calcular o custo do suco, os EUA usaram apenas preços que fizessem com que o valor médio do produto no país ficasse abaixo do valor do mercado brasileiro – isso caracterizaria dumping –, mas deixaram de fora outras cotações. Essa prática, chamada de “zeramento” (“zeroing”), é usada com frequência nas medidas antidumping norte-americanas. A sobretaxa contra as empresas brasileiras ficava em 8,13% e 5,26%, faixa que dependia do valor originalmente praticado.
“O Brasil recebe com satisfação esta decisão, que reforça o sistema multilateral de comércio, em geral, e o mecanismo de solução de controvérsias da OMC, em particular”, disse o Itamaraty, por meio de comunicado.
Fonte: Último Segundo
Site: http://goo.gl/s3ZNf
A Mata Atlântica perdeu 31.195 hectares com desflorestamento entre 2008 e 2010, de acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Fundação SOS Mata Atlântica. A área desmatada soma 311,95 quilômetros quadrados, o equivalente quase ao tamanho de Belo Horizonte (330 quilômetros quadrados). Segundo o levantamento, esse resultado apresenta uma diminuição de 55% na taxa média anual de desmatamento, comparado com o período anterior analisado, de 2005 a 2008.
De acordo com Márcia Hirota, diretora de gestão do conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora do levantamento, a diminuição no ritmo do desmate pode ser explicado pelo avanço da legislação, com a lei L1.428, homologada em 2008, que define o conceito e a incidência de Mata Atlântica e regulamenta sua exploração. "A queda também pode ser atribuída ao trabalho dos órgãos de fiscalização e pela maior consciência da população", disse ela.
O Estado que mais sofreu com o desmatamento da Mata Atlântica foi Minas Gerais, que perdeu 12.467 hectares no período de 2008 a 2010, o equivalente a 39,9% do total. Em seguida estão a Bahia, com 7.725 hectares, Santa Catarina, com 3.701 hectares, e o Paraná, com 3.248 hectares.
Na avaliação de Márcia Hirota, a ação das motosserras nos Estados de Minas Gerais e Bahia pode ser explicada pela derrubada da mata para a produção de carvão, seguida pelo plantio de eucalipto. Além disso, a região afetada pelo desmatamento nesses Estados fica no limite com outros biomas, como o cerrado e a caatinga, o que flexibiliza a aplicação da lei de exploração.
No ranking dos municípios com maior índice de desmatamento estão Ponto dos Volantes, Jequitinhonha e Pedra Azul, todos em Minas Gerais. Em seguida aparece Andaraí, na Bahia. A cidade paulista com maior incidência de desmatamento foi Bertioga, na Baixada Santista, por conta da expansão imobiliária da Riviera de São Lourenço, segundo explicou Mário Mantovani, diretor de políticas públicas da SOS Mata Atlântica. Ele destacou a perda de 800 hectares de mangue no município de Ipojuca, em Pernambuco, em razão das obras do Porto de Suape, que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O levantamento sobre a Mata Atlântica, divulgado hoje na capital paulista, foi feito a partir da comparação de imagens de satélites do Inpe e pelo trabalho de campo dos pesquisadores, que avaliam as causas do desmatamento no local. A pesquisa não detecta o chamado "desmatamento formiga" (áreas menores que três hectares). "Isso nos leva a crer que a pesquisa subestima o desmatamento", disse Márcia.
O levantamento foi feito em 16 dos 17 Estados que possuem Mata Atlântica no Brasil. Eles estão situados na faixa leste do País, do Ceará ao Rio Grande do Sul. A pesquisa não fez o mapeamento no Piauí porque faltam critérios técnicos para definir a incidência dos biomas na região. Hoje, no Brasil, restam apenas 11,62% da cobertura original de Mata Atlântica.
Fonte: Uol Notícias
Site: http://goo.gl/PNm2l
A descoberta por um consórcio de cientistas internacional do código genético da batata abre caminho à criação de novas variedades do tubérculo mais nutritivo e resistente à doenças, publica neste domingo a revista Nature.
Os pesquisadores, reunidos no consórcio do sequenciamento do genoma da batata, identificaram que a planta, o terceiro alimento básico mais importante depois do trigo e do arroz, tem ao menos 39 mil genes, quase o dobro do que um ser humano.
A descoberta da composição do DNA do tubérculo abre as portas criação de novos tipos com propriedades concretas que poderiam ser cultivadas em áreas carentes de alimentos, sugerem os especialistas.
Eles admitem que a decodificação do código da batata não foi tarefa fácil, já que o genoma tem quatro cópias de cada um de seus 12 cromossomos - em contraste com as duas cópias do ser humano -, cada uma das quais pode apresentar variações em genes correspondentes.
Para o diretor da pesquisa britânica, Glenn Bryan, do Instituto James Hutton da Escócia, "o sequenciamento do genoma é um passo importante na compreensão da biologia da batata", o que pode "acelerar a produção de novas variedades", mediante a seleção de genes com particulares características que afetem a cor, a textura e o sabor.
O avanço científico poderia contribuir para solucionar os problemas da crise de fome nos países em desenvolvimento, além de abrir portas para a criação de novas variedades de batata, que podem ser produzidas em menos tempo do que os atuais 12 anos que se leva hoje para produzir uma nova variedade.
Fonte: Último segundo
Site: http://migre.me/5eUGh
O governo do Estado de Mato Grosso e a Fundação Nacional do Índio (Funai) vão assinar um acordo de cooperação para evitar o desmatamento e ampliar a proteção aos índios no entorno do Parque Indígena do Xingu, que está completando 50 anos de criação.
Segundo o diretor de promoção para o desenvolvimento sustentável da Funai, Aloysio Guapindaia, o órgão sabe dos problemas que existem no entorno da reserva e reconhece que são uma ameaça aos índios.
O cacique Kotok Kamaiurá, de 53 anos, líder da etnia kamaiurá, que vive no sul do parque, reclama que os índios "já não conseguem pescar e fazer roça como no passado" e que não tem muito o que comemorar. "A gente sofre muito com o desmatamento, com as queimadas. O governo ainda quer construir Belo Monte. Estamos preocupados."
A antropóloga Marina Kahn, que trabalha com índios do Xingu há mais de 30 anos, defende medidas que recuperem a qualidade de vida nas aldeias. "A preservação do entorno do parque é fundamental, pois tem efeito direto sobre o que ocorre dentro da área reservada aos índios."
A criação do Parque Indígena do Xingu é considerada um marco da política de proteção aos índios. Com quase 27 mil km² de área, a primeira grande reserva indígena do País garantiu a sobrevivência de 16 etnias. / ANDREA VIALLI
Fonte: Folha Online
Site: http://migre.me/5eUwl
Os Estados Unidos desistiram de apelar de uma decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) na disputa travada com o Brasil acusa os norte-americanos de medidas antidumping indevidas, que penalizam a importação de suco de laranja brasileiro. A briga está em curso desde 2008. Nesse período, o Brasil questionou em painel da OMC o cálculo que os EUA empregavam para adotar as medidas antidumping.
O imbróglio começou quando os EUA passaram a considerar que os brasileiros vendem suco no mercado norte-americano por preços menores que os praticados no Brasil. Seria uma ação de dumping, na visão dos Estados Unidos, que passaram a sobretaxar os embarques brasileiros. O Brasil exportou entre US$ 1,6 bilhão e US$ 1,8 bilhão (R$ 2,5 bilhões e R$ 2,9 bilhões, em valores atuais) em suco de laranja entre 2008 e 2010, mas espera exportar US$ 2 bilhões (R$ 3,2 bilhões) neste ano – patamar médio antes de 2008, quando os preços internacionais começaram a cair. Para os EUA, as vendas somam US$ 400 milhões (R$ 640 milhões).
O Brasil questionou o método de cálculo adotado pelos norte-americanos. Foi demonstrado que, para calcular o custo do suco, os EUA usaram apenas preços que fizessem com que o valor médio do produto no país ficasse abaixo do valor do mercado brasileiro – isso caracterizaria dumping –, mas deixaram de fora outras cotações. Essa prática, chamada de “zeramento” (“zeroing”), é usada com frequência nas medidas antidumping norte-americanas. A sobretaxa contra as empresas brasileiras ficava em 8,13% e 5,26%, faixa que dependia do valor originalmente praticado.
“O Brasil recebe com satisfação esta decisão, que reforça o sistema multilateral de comércio, em geral, e o mecanismo de solução de controvérsias da OMC, em particular”, disse o Itamaraty, por meio de comunicado.
| São Paulo (11) 3769-7600 Ver mapa... |
Valinhos (19) 3881-2663 (19) 3881-3277 Ver mapa... |
São José do Rio Preto (17) 3231-1520 (17) 3233-7604 Ver mapa... |
Pinhais (41) 3668-8635 (41) 3653-0987 Ver mapa... |